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Clube do 'massagista goleiro' é eliminado da Série D

Romildo Fonseca da Silva, o massagista Esquerdinha, bem que tentou improvisar um milagre ao impedir o gol certo que daria a classificação para o Tupi e, consequentemente, traria a eliminação para sua equipe, a Aparecidense (GO), na Série D. Mais do que isso: Esquerdinha tornou o time goiano conhecido em todo o Brasil. A imagem de suas duas "defesas" correram o mundo; não mais do que ele próprio quando voou para o vestiário para se salvar de uma provável surra. O alívio pela fuga vai sempre existir, mas a classificação não mais. A Aparecidense foi excluída da competição por 3 votos a 1 em julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, realizado nesta segunda (16).

Apesar de ainda ter a possibilidade de entrar com um recurso para reaver a decisão, momentaneamente a vaga já é do Tupi. Os mineiros devem enfrentar o Mixto (MT), que desclassificou o Resende um dia depois do ato desesperado que tornou Esquerdinha famoso.

Por conta do julgamento, o primeiro jogo ainda não aconteceu, diferentemente dos outros três das quartas de final da Série D. O Plácido de Castro (AC) empatou com o Salgueiro (PE) em casa; o Botafogo (PB) venceu o Tiradentes (CE) por 2 a 1, com dois gols do veterano Warley e o Juventude buscou um empate em Blumenau contra o Metropolitano, por 2 a 2.

Entenda:

Massagista entra em campo e define resultado na Série D. Clique aqui.


Para fugir do desânimo, Resende foca na Copa Rio

A ideia no Resende agora é combater a ressaca da eliminação. Na quarta-feira, a equipe enfrenta o Nova Iguaçu, no Estádio do Trabalhador, pela Copa Rio e a derrota de ontem (08) para o Mixto (MT), que tirou o Resende da Série D precisa ficar para trás. Para isso, o treinador Paulo Campo adotou um discurso resignado: "Nós chegamos a um ponto máximo dessa equipe. Não tecnicamente, porque a equipe é muito boa, mas nós enfrentamos um time experiente que já disputou a Série A, um jogo com dois apagões e um estádio completamente lotado. Além disso, eles tiveram mais posse de bola e foram felizes em um chute de fora da área. Mas fizemos uma baita campanha para uma equipe que disputa a competição pela primeira vez".

Paulo também fez questão de valorizar os jogadores do Resende. "Nós conseguimos cinco vitórias, terminamos o campeonato invictos em casa e as três derrotas que tivemos foram por 1 a 0. Todo mundo está de parabéns. Uma trajetória que traz experiência para o campeonato  do ano que vem, que, se Deus quiser, vamos voltar a disputar", confia. Outro fator comemorado pelo treinador é o aumento da representatividade do Resende no futebol nacional, que cresce com a participação na Copa do Brasil do ano que vem, que já está garantida.

A delegação chega na noite de hoje em Resende e amanhã Paulo Campos deverá definir a equipe que enfrenta o Nova Iguaçu. O planejamento do time é aproveitar todos os jogadores que disputaram o campeonato brasileiro para buscar o título da competição estadual. 

Paulo Campos conta com o elenco completo para a disputa da Copa Rio
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Derrota simples e regulamento derrubam o Resende na Série D. Clique aqui.

Fim melancólico: regulamento derruba Resende na Série D

No Estádio do Trabalhador, uma falta perto da área mudou o destino do Resende. O lance aconteceu ainda no primeiro jogo das oitavas de final. O cuiabano Geílson, que já fez algum sucesso no futebol nacional - principalmente com a camisa do Santos - estava parado e acertou com o clube de sua terra natal. Em Resende fazia apenas sua segunda partida e naquela falta fez o primeiro gol com a camisa do Mixto. O gol que fez o time do interior do Rio ser desclassificado.

O regulamento da fase de mata-mata da Série D é o mesmo da Copa do Brasil, que privilegia o gol marcado fora de casa. Naquela falta, que para o azar do goleiro Arthur desviou na barreira, o Mixto abria o placar. O Resende ainda virou com um gol de Clebson e outro heroico de Marcelo Régis que voltava de longo período lesionado.

O empate em Cuiabá era do Resende. O jogo foi tenso. Estádio cheio, estádio apagado, literalmente. Logo no começo da partida que aconteceu na noite de hoje (08), na capital do Mato Grosso, as luzes do Estádio Dutrinha se apagaram. Duas vezes. O confronto quase foi adiado. A falta de energia atrasou o início do jogo por mais de 30 minutos.

Depois do primeiro tempo sem gols, Geílson, de novo ele, marcou no início do segundo. O Resende ainda pressionou bastante, mas a bola não entrou. O Mixto se utilizou de sua principal arma na Série D: a vitória por 1 a 0. Das seis vezes que o time venceu, cinco foram pelo fatídico resultado. Na soma dos placares, 2 a 2, mas com o regulamento, o Mixto é o dono da vaga e agora enfrenta o Aparecidense, time do massagista que entrou em campo para tirar o gol do Tupi que teria se classificado caso a bola tivesse entrado.

Com o fim melancólico, o Resende se despede da primeira campanha em campeonatos brasileiros invicto em casa e com a sensação de que poderia mais. Agora dedica as atenções para a Copa Rio, competição pela qual volta a campo na quarta-feira, contra o Nova Iguaçu, no Estádio do Trabalhador, às 15h.


A vaga pode estar nas mãos de Arthur

Foto: Jenny Faulstich
Se você sair pelas ruas de Resende perguntando quem é o goleiro do time da cidade, deverá ouvir muitas vezes o nome de Mauro. O grande Mauro, campeão brasileiro jogando como titular do Santos de Robinho em 2004, está sim no Resende, continua sendo um ótimo goleiro, mas o dono da camisa 1 na partida que decide a vida do time na Série D atende por outro nome: Arthur.

Na estreia no torneio, Mauro foi titular na derrota por 1 a 0 para o Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em seguida, a pausa para a Copa das Confederações. O intervalo trouxe junto com o período de descanso, uma séria lesão para o arqueiro que só voltou a defender na última quarta - na estreia na Copa Rio, um empate contra o Audax. Durante todo esse intervalo, Paulo Campos, o treinador da equipe, precisou confiar no novo goleiro.

Arthur conquistou essa confiança em dois tempos. Ou melhor, sete tempos. Foram três jogos e meio sem sofrer gols. Isso quando o ataque do time ainda não tinha encaixado e o novo goleiro foi essencial para os primeiros pontos que o Resende conquistou. As duas primeiras vitórias do time - contra Tupi e Araxá - foram pelo resultado de 1 a 0 garantido por Arthur. O primeiro ponto fora de casa também veio com grande contribuição no 0 a 0 contra o Aracruz, no Espírito Santo.

Mais uma vez longe de casa, se isso acontecer novamente, se o Resende não sofrer gol, estará classificado para as quartas de final da Série D, hoje (08), às 18h, diante do Mixto (MT), em Cuiabá. Não vai ser simples, o time da casa promete pressão, a torcida promete lotar o estádio enquanto Arthur promete a seriedade de sempre. "Isso já aconteceu na Copa do Brasil, contra o Caxias", relembra Arthur. Naquela ocasião, o Resende teve a mesma vantagem construída para o jogo de hoje após ter vencido os gaúchos pelo mesmo 2 a 1 que venceu o Mixto no último sábado. Daquela vez, Arthur não sofreu gols no segundo jogo, em Caxias, e o time se classificou para enfrentar o Cruzeiro.

"Se não tomar gol, melhor ainda, mas se sofrer, a gente vai correr como correu no primeiro jogo para sair com a classificação", afirma Arthur como forma de dividir a responsabilidade no jogo de logo mais. Mas ele também não foge dela. Quando Hiroshi não está em campo, é ele quem assume a função de capitão do time. A cara de mau disfarça a idade. Arthur ainda é um garoto de 23 anos que tem muito para seguir os caminhos de Wellintgon Silva e Elias, que saíram do Resende recentemente para defender clubes que estão entre os maiores do país.

A fase ajuda, tanto que Mauro, que é ídolo da torcida e provavelmente do próprio Arthur hoje fica no banco. No retorno ao time, Mauro fez uma defesa incrível com o pé que garantiu o empate contra o Audax. Mesmo assim, Paulo Campos preferiu manter Arthur na posição

"O goleiro é o único jogador que precisa de ritmo. Nas outras posições ainda dá para compensar mexendo nas outras funções. Se o Arhtur estivesse mal, ainda poderia valer a substituição, mas ele vem muito bem", confia Paulo Campos.

Com mais de cinco mil pessoas torcendo contra, um ataque perigoso pela frente, Arthur pode sair de campo como herói e continuar a escrever seu nome na história do Resende na Série D. Uma história que quem torce só quer ver uma vez.

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Menos de 24 horas para o jogo mais importante do Resende

Difícil é controlar a ansiedade. O Resende está em Cuiabá (MT), a menos de 24 horas de um dos jogos mais importantes de sua história. Contra o Mixto, o time do interior do Rio precisa somente de um empate para se classificar para as quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. "É claro que, como tudo na primeira vez, gera ansiedade, expectativa. Mas tem aquilo: na hora em que a bola rolar vamos com tudo e vai ser decidido dentro de campo", ressalta Paulo Campos, treinador do Resende.

A partida acontece no Dutrinha, acanhado estádio do Mixto que tem capacidade para pouco mais de cinco mil pessoas. Ingredientes não faltam para um confronto emocionante. Além do óbvio fator de valer uma vaga na próxima fase, o clima dentro de campo deverá ser quente. O primeiro jogo (vencido pelo Resende por 2 a 1) foi repleto de provocações dos dois lados e amanhã não deverá ser diferente. O volante Kiko, do Mixto, já mandou avisar que no Dutrinha quem manda é o Mixto, provavelmente uma resposta ao centroavante Clebson, que após o gol de empate no jogo de ida fez a declaração de que quem manda no Estádio do Trabalhador é o Resende.

Somado a isso, a diretoria do clube cuiabano prometeu um incentivo financeiro ao elenco caso a vaga fique no Mato Grosso. R$ 30 mil será distribuído para o elenco caso o Mixto se classifique. Não para por aí. A diretoria também decidiu abaixar o preço dos ingressos para metade do valor. E a torcida respondeu prometendo não só lotar o Dutrinha, como fazer uma carreata antes do jogo e apresentar um mosaico durante a partida.

Em campo, o Mixto tem o retorno de jogadores importantes. A principal novidade é o camisa 10 do time, o meia Geovani, destaque da primeira fase, que não jogou o último jogo por suspensão. O atacante Jônatas Obina perdeu a vaga.

O Resende também tem boas notícias. Hiroshi e Geovane Maranhão estão de volta. Marcel e Marcelo Régis que voltaram no primeiro jogo após longo tempo lesionados também foram relacionados. Até pelo ritmo de jogo, a tendência é que Paulo Campos repita a equipe que jogou contra o Nova Iguaçu, na última rodada da primeira fase.

Geovane Maranhão, artilheiro do Resende, deverá estar de volta contra o Mixto

Mixto (MT) X Resende - Estádio Eurico Gaspar, o Dutrinha - Cuiabá, às 19h (horário de Brasília)

Mixto: Bruno; Lucas Newton, Wellington, Kal e Robinho; Kiko, Jamba, Felipe Blau e Geovani; Geílson e Rafael Paty. Técnico: Ito Roque.

Resende: Arthur; Marcelo, Admílton e Thiago Sales; Muriel, Dudu, Deoclecio, Hiroshi e Everton; Geovane Maranhão e Clebson. Técnico: Paulo Campos.

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Massagista entra em campo e define o adversário do vencedor de Mixto e Resende

O adversário do vencedor do confronto entre Resende e Mixto está definido. Após empate de 1 a 1 em Aparecida de Goiânia, o Tupi, dono da melhor campanha da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro era mais favorito do que nunca para avançar. Mas o futebol tem dessas coisas, o empate de 2 a 2 classificou o Aparecidense pelos gols marcados fora de casa. E o que o futebol também tem em abundância é o inusitado. Aos 44 minutos o artilheiro da competição, o atacante Ademílson, da equipe mineira, teve a chance dentro da área, chutou a bola que passou pelo goleiro em direção ao gol. Eis que o massagista da equipe goiana entra em campo e evita o gol. Teve mais: após a "defesa", a bola ainda sobrou para o lateral Henrique que também teve o gol impedido pelo massagista. Resultado: uma confusão quase interminável, mas como a regra impede que outra atitude seja tomada, a vaga é mesmo do Aparecidense.

A confusão foi instalada e demorou mais de 20 minutos. Os atletas do Tupi reclamaram que, além de tudo, a bola de Ademílson já teria ultrapassado a linha quando o massagista agiu. Dirigentes do clube mineiro agora prometem levar o caso para a CBF.

A Aparecidense é a única equipe classificada para a próxima fase da Série D. Resende e Mixto decidem a vaga amanhã, às 18h, no Dutrinha, em Cuiabá. O vencedor enfrenta a Aparecidense e quem passar desse confronto já estará classificado para a Série C.

Veja o vídeo:






Marcelo Régis comemora volta e gol na hora certa


Oito jogos como mero espectador. A fase de torcedor do atacante Marcelo Régis acabou em grande estilo. Depois de passar toda a primeira fase da Série D lesionado, Marcelo entrou em campo no primeiro jogo das oitavas de final contra o Mixto (MT). Teve pouco mais de vinte minutos para tentar, mesmo sem ritmo, fazer a diferença. E conseguiu. "Quando o goleiro soltou e eu vi que ela subiu na cabeça, que é meu forte, eu pensei: 'ah, não posso perder'", contou. Não perdeu e deu a vantagem do empate para o Resende no jogo de volta, que acontece no próximo domingo, em Cuiabá. "Tomara que seja o gol que nos dê a classificação", torce Marcelo.

Após escanteio, a bola sobrou limpa para o artilheiro marcar

Marcelo Régis marcou o segundo da vitória sobre o Mixto, no Estádio do Trabalhador. O problema é que o Resende sofreu um, e no critério que valoriza o gol fora, o resultado exige cautela. Na avaliação do atleta, a vitória, mesmo que simples, é de suma importância para o Resende que tem pela frente um campo reduzido e um clima bem quente.

- A gente sabe como é a forma de disputa da Série D, a vitória dentro de casa para nós era essencial. A gente vinha trabalhando para não tomar o gol, porque o gol fora vale mais. Mas sair com a vantagem do empate é muito importante porque lá o campo é muito pequeno, ruim, então acho que vai ser mais fácil para a gente se defender - acredita.

O gol de oportunismo do atacante de 30 anos foi tudo o que o jogador quis fazer em sua fase recente de torcedor. Presença frequente na arquibancada do Estádio do Trabalhador, Marcelo se esforçou para não "cornetar" os companheiros.

- Sofri junto com os caras. E é complicado porque você está no dia a dia e lá em cima não pode nem  xingar porque são companheiros, então fica suando frio e torcendo pra que tudo dê certo - relembra com bom humor.

Agora, com o retorno de Marcelo, o treinador Paulo Campos tem um bom problema pela frente. São várias as opções para o ataque. Geovane Maranhão, que não jogou contra o Mixto porque estava suspenso deve voltar. Ele é o artilheiro do time na Série D, com cinco gols. O substituto de Geovane foi o garoto William, que foi bem. Além deles, Clebson, que marcou o primeiro gol da última vitória, deve estar em campo. "Nosso time não tem titular. Quem entra faz a parte do outro e o mais importante é conseguir a vitória e a classificação", afirma Clebson, que já marcou quatro vezes na competição

Resultados dos jogos de ida das oitavas da Série D do Campeonato Brasileiro

As quartas de final da Série D começaram a ser desenhadas neste fim de semana. Os jogos de ida de seis confrontos das oitavas foram realizados e ninguém fez um resultado que permita otimismo em excesso. O Resende fez valer o fator casa e venceu, mas sofreu um gol do Mixto e embarca para Cuiabá com a cautela na bagagem.

Nenhum visitante venceu, mas o Tupi, de Juiz de Fora, deixou a vaga encaminhada com o empate de 1 a 1 contra o Aparecidense fora de casa. O critério da Série D é o mesmo da Copa do Brasil, que valoriza o gol fora de casa. Ou seja, um empate sem gols classifica o Tupi para pegar o vencedor do duelo entre Mixto e Resende.

Destaque também para o Central de Caruaru. Contra o favorito Botafogo da Paraíba (3ª melhor campanha da primeira fase, atrás de Tupi e Tiradentes), os pernambucanos foram pra cima e alcançaram a melhor vantagem até agora com um 3 a 1 que complica a vida do time que tem os conhecidos atacantes Warley (ex-São Paulo e Palmeiras) e Lenílson (ex-São Paulo e Atlético-MG).

Confira os resultados dos confrontos das oitavas:

Salgueiro (PE) X Nacional (AM) - jogo acontece amanhã (02)

Plácido de Castro (AC) X Gurupi (TO) - jogo acontece amanhã (02)

Sergipe (SE) - 2 X 2 - Tiradentes (CE)

Central (PE) - 3 X 1 - Botafogo (PB)

Resende - 2 X 1 - Mixto (MT)

Aparecidense (GO) - 1 X 1 - Tupi (MG)

Londrina (PR) - 1 X 0 - Juventude (RS)

Santo André (SP) - 0 X 0 - Metropolitano (SC)


Resende sofre gol, mas leva vantagem para Cuiabá


Pense em um cara feliz. Nem que quisesse, o atacante Marcelo Régis conseguiria esconder o sorriso após a vitória do Resende, hoje (31), de virada sobre o Mixto (MT), por 2 a 1. “Eu venho brincando com os caras durante esse tempo que eu estou parado que eu iria voltar pra fazer o gol do acesso e que só teria o trabalho de empurrar a bola. Foi como aconteceu hoje”, comemorou cheio de felicidade. Não foi o gol do acesso, mas pode ter sido o gol que vai dar ao Resende a chance de continuar vivo na Série D do Campeonato Brasileiro.

O empate de 1 a 1 no Estádio do Trabalhador deixava o Mixto em vantagem para o jogo de volta por conta do gol fora de casa, marcado pelo atacante Geílson. Mas a estrela de Marcelo Régis brilhou e fez valer o que Clebson disse após fazer o primeiro gol do time: "Aqui quem manda é o Resende".

Agora, o Resende precisa de um empate no jogo de volta, que acontece no próximo domingo, em Cuiabá. A regra da Série D é a mesma utilizada na Copa do Brasil, que valoriza o gol fora de casa. Portanto, se perder por um gol de diferença marcando ao menos dois, o Resende também passa para enfrentar o vencedor do duelo entre Tupi e Aparecidense.

Quente fora, morno dentro

Trinta minutos quase sem emoção. O forte calor e duas equipes bem postadas defensivamente esfriavam o jogo. O treinador do Mixto, Ito Roque, optou por um esquema com três volantes e três atacantes e com isso criava pouco. Sem Hiroshi, suspenso, o Resende também sofria na criação de jogadas e dependia muito das subidas dos alas Muriel e Everton.

Para substituir o artilheiro do time, Geovane Maranhão, também suspenso, Paulo Campos optou pela velocidade do jovem William Carioca. Foi com ele, em boa jogada pela direita, que nasceu a primeira chance do jogo. O substituto de Maranhão foi até o fundo e cruzou para trás, mas um leve desvio do zagueiro Kal, do Mixto, fez com que a bola escapasse de Léo Silva de frente para o gol.

Tem aquela história de que quem não faz leva, mas quem não cria leva também. Aos 30, Geílson teve sorte e marcou, de falta, seu primeiro gol no time mato-grossense.  A bola desviou na barreira e Arthur não teve chances. 1 a 0 para os visitantes.

Gol sofrido em casa no mata-mata costuma baquear. As provocações entre os jogadores começam e, em desvantagem, o Resende poderia perder a cabeça. Segundo Clebson, após o gol, um dos defensores do Mixto teria feito deboche. A primeira tentativa de resposta do atacante foi no drible. Ele dominou na entrada da área e tentou um elástico. Não deu certo. Mas Clebson continuou com a bola, deu o passe para Everton e partiu para área. Na dele, fez a diferença. Recebeu o cruzamento do lateral e cabeceou no canto do goleiro Bruno. Isso somente quatro minutos após o Mixto abrir o placar.

A volta dos lesionados

O Resende melhorou. Passou a mandar no jogo. No segundo tempo, antes dos 15, já tinha arrancado o "uhh" da torcida pelo menos três vezes. Na melhor delas, Deoclecio cabeceou bem e a bola explodiu no travessão.

O tempo foi passando, a bola não entrava e as chances foram minguando. Hora de mexer. Paulo Campos desta vez tinha um banco recheado. Entre as opções estavam Marcel e Marcelo Régis, referências do time, que estavam lesionados e ainda não tinham tido a oportunidade de ajudar o Resende na Série D.

A partir dos 25 minutos a oportunidade veio. Primeiro entrou Marcel. Poucos minutos mais tarde veio a vez de Marcelo Régis. Depois de muito tempo parados, é natural que os dois sentissem falta de ritmo, mas poderiam fazer a diferença em um lance.

Esse lance começou com o escanteio cobrado por Everton. Mais uma vez Deoclecio subiu bem, cabeceou, mas o goleiro Bruno espalmou. A bola veio assim como Marcelo Régis havia brincado, de um jeito em que ele só precisasse empurrar, de cabeça. 2 a 1 e o Resende em vantagem nas oitavas de final da Série D.

O Resende não conseguiu ampliar no restante do tempo, mas Paulo Campos pôde lançar mais uma volta, a do meia Denílson e quase comemorar em uma falta cobrada com muito perigo por Marcel que Bruno colocou para escanteio.

- A equipe mostrou superação. Muitas equipes se abalam após sofrer o gol em casa em um mata-mata. E nossa equipe ainda é jovem na competição, mas mantivemos a postura. Tivemos dificuldades no primeiro tempo, mas o segundo foi nosso. Temos dois resultados para conseguir a classificação: a vitória, que é o que a gente busca sempre, e o empate - comemorou Paulo Campos, que ainda lembrou do confronto contra o Caxias, na Copa do Brasil deste ano. Daquela vez, o Resende também venceu o primeiro jogo por 2 a 1 e, fora de casa, segurou o empate e conseguiu a vaga.

Destaques

Resende

As voltas foram o maior destaque do time. Agora com um elenco cheio de opções, o time cresce em qualidade. Marcelo Régis e Clebson foram decisivos e Everton mais uma vez participou da jogada de todos os gols, mas foi Dudu quem teve uma atuação sem falhas e ganhou praticamente todas as disputas que teve.

Mixto

O goleiro Bruno foi bem, como em toda campanha do Mixto. Geílson mostrou estrela e o volante Felipe Blau foi bem tanto na defesa, quanto no ataque. Quase empatou a partida em um belo chute de fora da área que parou no travessão de Arthur.

Ficha Técnica

Resende: Arthur; Marcelo, Admílton e Thiago Sales; Muriel (Marcelo Régis), Dudu, Léo Silva, Deoclecio (Denilson) e Everton; William (Marcel) e Clebson.
Técnico: Paulo Campos.

Mixto: Bruno; Lucas Newton, Wellington, Kal e Robinho; Kiko, Jamba e Felipe Blau; Geílson (Robinho), Jônatas Obina (Felipe Tchelé) e Rafael Paty (Fabrizzyo).
Técnico: Ito Roque.

Cartão Amarelo: Thiago Sales (Resende)

Gols: Clebson e Marcelo Régis (Resende) / Geílson (Mixto)

Para fugir do nervosismo, Paulo Campos decreta: "Resende é franco atirador"

O período de duas semanas sem jogos traz vantagens e desvantagens. Mais tempo para preparar o time, para recuperar jogadores lesionados é o que Paulo Campos comemora. Por outro lado, o tempo parado pode trazer ansiedade, e disso, o Resende não está precisando. O time, recheado de garotos, chegou às oitavas de final da Série D logo na primeira participação e controlar o nervosismo pode ser o desafio. Talvez como forma de prevenção, o treinador decidiu adotar um discurso tranquilo, que valoriza o que a equipe fez até aqui: "É muito bonito ver o Resende como representante do Rio. Conseguimos disputar o torneio e, de 40 equipes, já estamos entre os 16. É um fator de muita motivação", argumenta Paulo.

O favoritismo é logo rechaçado. "O Resende joga como franco atirador", afirma. Como base para o argumento, Paulo lembra a tradição do Mixto: "Todo mundo conhece o Mixto do Mato Grosso". Mas o técnico não se baseou somente na história do clube do Centro Oeste; para saber mais sobre o adversário, Paulo Campos esteve em Aparecida de Goiânia no último fim de semana para assistir o jogo que definiria o adversário do Resende, entre Aparecidense e Mixto. O empate sem gols classificou em primeiro o "time mais bem montado da chave", segundo Paulo.

Para quebrar a montagem do Mixto, Paulo Campos vai precisar quebrar a cabeça. Ele não vai poder contar com dois dos jogadores mais importantes do Resende: o capitão Hiroshi e o artilheiro do time na Série D, com cinco gols, Geovane Maranhão. Os substitutos ainda não foram definidos. É bem provável que o volante Dudu, que não jogou a última partida - contra o Nova Iguaçu - por suspensão, retorne ao time. A outra vaga tem até seis possíveis substitutos. Com mais chances vêm os garotos William, Pedrinho, Linhares e Vinícius Casão. Os experientes Marcel e Marcelo Régis ainda estão em fase final de recuperação das lesões que sofreram, podem ser relacionados, mas não devem sair jogando.

O goleiro Mauro é outro que tem boas chances de ser relacionado, mas até pelo ritmo de jogo e pelas boas atuações que vem tendo, Arthur deve seguir como titular da equipe. Paulo Campos deverá mandar o Resende com: Arthur; Marcelo, Admílton e Thiago Sales; Muriel, Dudu, Léo Silva, Deoclécio e Everton; Pedrinho (Linhares ou William) e Clebson. O volante Capone, se estiver liberado pelo departamento médico também pode buscar uma das vagas no time.

O Mixto também tem desfalques. Quatro no total, três por lesão. A equipe vem do Mato Grosso sem o zagueiro Odail Júnior e os laterais Marcos Bahia e Adílio. No lugar do zagueiro, o técnico Ito Roque vai colocar Wellington, atleta que já jogou pelo Cruzeiro. Na direita, o meia Lucas Newton será improvisado. Na esquerda, Robinho, recém contratado, estreará. Além dos três, o maior destaque do time, o meia Geovani está suspenso. Vevé e o outro Robinho do elenco disputam a vaga.

A dois jogos das quartas de final, a primeira partida é de total importância segundo o meia Marcel. "É fazer um bom primeiro jogo e no segundo, já conhecendo os pontos fortes e os pontos fracos do adversário, jogar em cima disso", afirma.

- Está todo mundo preparado. Vamos com tudo para buscar essa vaga - garante com firmeza Paulo Campos. A primeira partida entre Resende e Mixto acontece no sábado (31), às 15h, no Estádio do Trabalhador. O jogo de volta, em Cuiabá, está marcado para o outro sábado (7 de setembro), às 18h30, no Dutrinha.



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Volta, Marcel


A caminhada do Resende na busca pelo objetivo de ser a quinta força do futebol carioca passou a ter passos mais firmes a partir de 2011. Foi quando o paulista de São Vicente Marcel desembarcou no Sul Fluminense depois de rodar o país jogando futebol.

Atuou por 15 clubes em pouco mais de 12 anos de carreira, passou por cinco estados do Brasil e jogou até no Japão. No clube do interior do Rio, Marcel parece ter se encontrado na mesma medida que o Resende encontrou seu camisa 10.

Sob a batuta do maestro, o Resende foi a quinta força ao conquistar a quinta colocação no estadual em 2012 e 2013. Mas em um dos momentos mais importantes da história do clube, ele não pôde ajudar. Ainda.

Na reta final do Carioca, Marcel sofreu uma lesão em um músculo adutor. Problema sério, mais de 120 dias parado que fizeram o meia perder a primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D, justamente na primeira participação do Resende no campeonato nacional. Ou melhor, perdeu, não. O time não contou com o toque diferenciado do jogador, mas ganhou um torcedor assíduo.

Em todos os jogos no Estádio do Trabalhador, lá estava Marcel na arquibancada. O meião, short e camisa deram lugar à calça jeans, família e apreensão. Enquanto os filhos do jogador brincam com a mãe, Marcel se isola. E sofre.


- No fundo todos nós somos um pouco corneteiros. Então é melhor ficar quieto para não falar besteira, a gente que joga sabe o quanto é difícil lá dentro - conta, explicando a razão de achar melhor ficar no canto, muitas vezes sozinho, de olho nos companheiros.

Mesmo com a boa campanha do Resende em casa (três vitórias e um empate), os sorrisos não foram frequentes. Tensão natural de quem sabe que poderia ajudar. E ainda pode. No momento mais importante, a reta final, o meia tem boas chances de voltar. O time pode estar a quatro jogos da classificação para a Série C e Marcel não quer mais ver o jogo de cima. "Assim espero, não aguento mais ficar do lado de fora", desabafa.

No primeiro desafio da fase eliminatória, que acontece no sábado, às 15h, no Estádio do Trabalhador, o treinador Paulo Campos acredita que Marcel poderá ser relacionado. Na fase final do tratamento, o jogador pode ser o diferencial no duelo contra um time de defesa sólida. O Mixto (MT) só sofreu quatro gols em oito jogos. Contra defesas bem postadas, um passe certeiro pode ser a melhor alternativa. E a melhor alternativa para o passe certeiro é a volta de Marcel.


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Conhecidos F.C. - Os famosos da Série D


Pelos gramados muitas vezes mal cuidados da Série D desfilam pés que rodaram o mundo. A imensa maioria dos atletas dificilmente irá disputar os maiores campeonatos do país, do exterior, então, nem se fala. Mas muitos podem acabar cruzando em campo com jogadores que têm currículos extensos e improváveis quando se pensa em quarta divisão.

Entre os 16 clubes que passam a disputar as oitavas de final a partir do próximo fim de semana, é possível encontrar jogadores que frequentaram os noticiários esportivos do Brasil em um passado recente (ou nem tão recente assim). Um deles já foi artilheiro de um Mundial sub-20 com a Seleção Brasileira. Outro saiu do Brasil quando ainda tinha 17 anos por sete milhões de euros. Ainda tem um que fez sua primeira partida como profissional entrando no segundo tempo de uma partida do Manchester no lugar da lenda Ryan Giggs.

Esses jogadores, que já tiveram grande destaque no cenário do futebol, estão distribuídos entre os cantos da Série D. O Blog de Esportes resolveu brincar e eleger uma espécie de seleção dos famosos. Apesar de uma média de idade elevada, um time desse porte ainda seria capaz de dar trabalho, ainda mais em um ano em que os principais destaques da Série A são jogadores na casa dos trinta e tantos.

Confira:


Goleiro: Mauro (35 anos)

Esse grande time tem um grande goleiro. Mauro só jogou uma vez na Série D, na estreia do Resende na Série D. Sofreu um gol na derrota para o Nova Iguaçu. Depois se lesionou e viu o jovem Arthur se firmar na posição. Na reta final da recuperação, o goleiro que foi titular do Santos campeão brasileiro de 2004 será uma boa opção para o treinador Paulo Campos. Mauro é ídolo no Resende e no adversário das oitavas, o Mixto, onde ajudou o time mato-grossense a voltar para a primeira divisão estadual em 2010.


Lateral: Alessandro (35 anos)

A cara do lateral direito é bem conhecida. Muitos alegam a semelhança com o personagem 'Seu Boneco' da Escolinha do Professor Raimundo, mas a verdade é que os 232 jogos com a camisa do Botafogo tornaram Alessandro em um lateral famoso. Antes disso chegou a parar na Seleção Brasileira, após boas atuações pelo Atlético Paranaense campeão brasileiro de 2001. Pelo Metropolitano de Blumenau, Alessandro terá o Santo André pela frente.


Lateral: Marcos Tamandaré (32 anos)

Na falta de um lateral de esquerdo de ofício, a gente improvisa o batedor de faltas Marcos Tamandaré. Com 32 anos, o lateral teve sua maior chance em 2007 quando vestiu a camisa do Corinthians que mais tarde naquele ano seria rebaixado. Depois rodou pelo Brasil com algum destaque por Coritiba e Santa Cruz. Agora no Salgueiro (PE), terá o Nacional (AM) pela frente.



Zagueiros - Marcelo (24 anos) e Thiago Sales (26 anos)

A zaga é do Resende. Nesse caso, a dupla até destoa da maioria dos outros jogadores desta seleção pela idade e pelo reconhecimento ser restrito ao estado do Rio. Marcelo foi eleito o terceiro melhor zagueiro pela direita no Carioca do ano passado. Na ocasião, o vencedor da categoria foi o 'mito' Dedé, que três anos antes ficou com na mesma colocação que Marcelo, isso quando ainda era jogador do Volta Redonda.

O companheiro de Marcelo é Thiago Sales (foto). O zagueiro surgiu como promessa no Flamengo de Joel Santana de 2007. Alternou bons e maus momentos antes de ir jogar no Chipre. Na volta, defendeu Fluminense e Avaí. Ainda retornou ao futebol do Chipre antes de aparecer no Resende. Juntos, Marcelo e Thiago Sales poderão enfrentar um ataque com jogadores que poderiam estar nesta seleção: Jônatas Obina e Geílson, do Mixto. O primeiro ganhou destaque em algumas aparições no Atlético Mineiro e o segundo chegou a ir bem no Santos, clube em que está na história por ter feito o gol de número 11 mil.


Volante: Rodrigo Possebon (24 anos)

Quando pisou no gramado do Old Trafford e se viu ao lado de Rooney, Giggs, Scholes, Ferdinand e o restante do estrelado time do Manchester que jogava contra o Newcastle, certamente Rodrigo Possebon não imaginava que cinco anos mais tarde estaria de volta ao Brasil, na quarta divisão. De grande esperança no gigante europeu, Possebon se tornou mais um no Brasil. No Santos ainda jogou com alguma frequencia. Sem grande destaque, o volante rodou e veio parar em um clube que há alguns anos também não se imaginaria na quarta divisão. Campeão da Copa do Brasil de 99, o Juventude luta para subir a ladeira e voltar para a elite do futebol brasileiro. O paranaense Londrina é o próximo desafio de Possebon e Juventude na busca pela volta aos melhores dias.


Meia: Elvis (34 anos)

Por falar em Copa do Brasil, é graças ao importante torneio que Elvis ganhou fama no Brasil. O algoz do Flamengo na decisão de 2004 se tornou o dono de uma marca neste ano: é o único jogador que disputou todas as séries do Campeonato Brasileiro por um mesmo clube, o Santo André.  Um ano antes da tragédia rubro-negra, na terceirona, Elvis conseguiu o acesso com o Ramalhão. Em 2004 jogou 12 partidas da segundona antes de ser contratado pelo Botafogo para a grande chance que não foi bem aproveitada. Rodou pelo país e voltou ao Santo André em 2009, quando o time disputou a primeira divisão. Saiu novamente em 2010 e agora se vê na outra ponta do futebol nacional. Com 33 anos, Elvis ainda tem cara de novo, mas vai precisar do mesmo futebol para ajudar o Ramalhão no caminho de volta.


Meia: Celsinho (24 anos)

Com 17 anos ele era um dos jogadores mais assediados do Brasil. O Corinthians já preparava a camisa de titular para Celsinho quando os russos do Lokomotiv desembarcaram com sete milhões de euros na bagagem. Voltaram com Celsinho nela. Celsinho embarcou como uma promessa. Voltou como um quase desconhecido. Em 2010, retornou para a Portuguesa em busca dos melhores dias que não voltaram. O cabelo ainda parece com o que lhe rendeu comparações com Ronaldinho Gaúcho; o futebol Celsinho ainda tenta recuperar. Boas atuações com a camisa do Londrina acendem uma ponta de esperança para o ainda garoto de 24 anos.  Contra o Juventude de Possebon, faz um duelo à parte de ex-promessas que ainda querem vingar.


Meia: Marcel (32 anos)

Se o camisa 10 precisa ter um toque diferenciado, a seleção está bem servida. No Resende, Marcel consegue apresentar todo o talento que apareceu em alguns momentos da carreira que o fizeram ser contratado por Palmeiras, Corinthians e Grêmio. No clube gaúcho fez parte de um dos momentos mais marcantes da história do tricolor. Marcel estava em campo no Recife para ver bem de perto o heroísmo de Gallatto e Anderson na 'Batalha dos Aflitos'. Há quase três anos no clube carioca, Marcel é uma das referências do time que sente a falta dele. Após mais de 120 dias longe dos gramados por lesão, o meia pode fazer a diferença em seu retorno no momento decisivo.


Atacante: Warley (35 anos)

Olhando para imagem acima, não é possível imaginar onde as carreiras de Ronaldinho Gaúcho e Warley se tornaram tão distantes. Foi provavelmente na Itália, na Udinese. Antes de ir para lá, o atacante era uma grande aposta do futebol brasileiro. Rápido, com uma finalização poderosa, Warley já havia brilhado com as camisas de Atlético Paranaense e São Paulo. Depois ainda teve bons momentos no Grêmio campeão da Copa do Brasil de 2001 e no São Caetano campeão paulista de 2004. Sem conquistar o mundo como Ronaldinho, Warley há três anos decidiu conquistar  a Paraíba. Venceu os últimos três paraibanos pelos três grandes rivais do estado: Treze, Campinense e Botafogo. É no xará do clube carioca que Warley prolonga a carreira. No clube, divide a responsabilidade de marcar gols com outro conhecido: o meia Lenílson, ex-São Paulo. Os dois têm pela frente um perigoso nordestino, o Central de Caruaru.


Atacante: Adaílton (36 anos)

Com a camisa que Lucas e Thiago Silva brilham hoje, Adailton já comemorou três títulos. Tudo bem que o PSG não tinha a fama impulsionada por um ricaço estrangeiro, mas o atacante fez parte de um período de conquistas raro no clube francês na década de 90. Antes disso, Adaílton era uma das opções do ataque de um estrelado Parma, ao lado de Enrico Chiesa, Hernán Crespo e Faustino Asprilla. Não é só isso, o jogador já foi artilheiro de um Mundial sub-20 pelo Brasil e está na história do Verona e do Genoa. No Verona disputou mais de 160 partidas ao longo de sete temporadas. No Genoa foi um dos principais nomes do retorno da equipe à série A. Depois de marcar seu nome no Calcio, Adaílton voltou para encerrar a vitoriosa carreira no clube que o revelou, o Juventude, isso em um distante 1995.

Paulo Campos junto com Luxemburgo e o preparador Antônio Mello nos tempos de Real Madrid

Treinador: Paulo Campos

Foram mais de vinte anos dedicados quase que exclusivamente à África e ao Oriente Médio. Nigéria, Libéria, Kuwait, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes... experiências, histórias e coragem não faltam ao passional treinador do Resende. Depois de passar pelo Palmeiras como treinador do time B, Paulo Campos descobriu o Brasil. Iraty e Paraná no Paraná; Paysandu no Pará; Criciúma em Santa Catarina; Vila Nova em Goiás; Náutico em Pernambuco; Mogi Mirim e Guaratinguetá em São Paulo; Fluminense, Duque de Caxias e o próprio Resende no Rio. Ainda teve tempo de desbravar (e vencer) a segunda divisão da Grécia e dar um pulo no Sudão para ganhar o Sudanês 2010. Mas em meio ao mar de diversidades, uma delas chama mais atenção do que as outras: no Real Madrid, como auxiliar de Luxemburgo, Paulo conviveu com Ronaldo, Zidane, Raul e aquela coleção de estrelas. Um currículo rico que o treinador vai tentar incrementar com um acesso logo na primeira participação do Resende.

Sem explosão: como o 'barril de pólvora' Mixto, adversário do Resende, chegou às oitavas da Série D

Depois de 180 minutos só uma torcida vai poder comemorar. Os 1.770 quilômetros de distância entre Resende e Cuiabá estarão encurtados pelo mesmo objetivo de buscar a vaga nas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. O Resende iniciou bem a primeira participação no torneio nacional, mas para seguir com chances de acesso, terá que passar pelo tradicional Mixto mato-grossense.

O principal problema que o Resende enfrentou na fase de grupos foi o alto número de atletas com lesão. O treinador Paulo Campos apostou na garotada para suprir as ausências. Os meninos deram conta do recado. Uma defesa sólida e um ataque com dois artilheiros fizeram a diferença e o clube conseguiu superar Nova Iguaçu, Aracruz (ES) e Araxá (MG). Ficou atrás somente do Tupi (MG), mas o mais importante era a vaga e agora terá pela frente um adversário que teve outros tipos de problemas para superar.

Troca de goleiro, presidente, esquema...

Considerando a máxima de que "um grande time começa com um grande goleiro", o Mixto começou bem a Série D. Na vitória por 1 a 0 sobre o Aparecidense na primeira rodada, o camisa 1 Maurício Telles foi o destaque. Era a estreia do goleiro, que acabou jogando só mais uma vez. Pediu dispensa com medo dos salários atrasados que eram constantes no clube.

Maurício e mais quatro atletas (outros dois deles titulares) abandonaram a barca que parecia destinada a afundar. O treinador Ito Roque, que substituiu o volta redondense Cláudio Adão, se esforçou para não deixar que os problemas extra campo atrapalhassem. Mas não foi fácil. Depois da derrota para o Águia Negra na segunda rodada, Hélio Machado, então presidente do Mixto, chegou a declarar que o clube era um "barril de pólvora". A pólvora no caso era feita de falta de dinheiro e atletas com três meses sem salário.

O tempo de recesso para a disputa da Copa das Confederações foi essencial para o Mixto arrumar a casa. O presidente Hélio cedeu a pressão, renunciou e foi substituído por Éder Moraes. O elenco começou a ser remontado com a competição em andamento. Dois reforços importantes chegaram. O goleiro Bruno provou com ótimas atuações que se depender dele, a velha máxima pode valer no Mixto.

O outro veio com uma curiosidade. O atacante Rafael Paty, que fez o gol da vitória que garantiu o Mixto na segunda fase - contra o Águia Negra, na nona rodada -, assinou contrato por três meses. Ou seja, se o Mixto avançar até o fim da competição, na teoria, perderá o artilheiro no último jogo da semifinal e na final.

Não é a única curiosidade do Mixto em relação à contratos. O volante Kiko era o capitão da equipe, mas não pôde enfrentar o Goianésia na terceira rodada. O jogador lembrava que seu contrato estava prestes a terminar, mas não tinha certeza da data. Foi avisado do término na véspera da partida. Renovou dois dias depois, mas quase perdeu a vaga no time titular.

Os volantes Jamba e Felipe Blau se acertaram e o treinador Ito Roque decidiu armar o Mixto com três atacantes. Kiko foi sacado. A formação durou dois jogos. Após perder para o Brasília, que era o lanterna do grupo, nova revolução no Mixto.

Dispensas, chegadas e formação definida

Fora de campo, três jogadores foram dispensados por indisciplina, dois eram titulares do time: o lateral esquerdo Ralph e o atacante Furlan. Na ocasião, o presidente Éder Moraes foi taxativo em entrevista ao globoesporte.com: "o Furlan, Ley e Ralph estavam exagerando na noite, muita bebedeira. Não dá. Tem que ser profissional. Eles não se encaixam no perfil que o Mixto precisa".

Dentro de campo, novo esquema. Kiko retornou ao time e o Mixto passou a jogar com três volantes. O esquema foi mantido, mas as mudanças continuaram.

Chegaram os dois jogadores com alguma fama no cenário nacional. Jônatas Obina, corpulento atacante que ganhou o apelido graças a alguma semelhança com o Obina mais famoso, chegou a ser titular do Atlético Mineiro em um passado não tão distante, mas foi dispensado pelo técnico Cuca. Rodou por alguns clubes e foi parar em Cuiabá. Mesmo destino do também atacante Geílson. O jogador passou por Atlético Paranaense e Inter, mas foi no Santos que teve destaque. Foi esperança no clube paulista e está na história por ter marcado o gol 11.000 do time de Pelé.

Jônatas Obina virou titular assim que chegou, mas Geílson, por problemas com documentação, só estreou na última partida, o empate de 0 a 0 contra o outro classificado da chave, o Aparecidense.

Marcar gols, pelo menos até agora, não tem sido o forte do Mixto. Das cinco vitórias da primeira fase, quatro foram por 1 a 0. Foram sete gols em dez jogos. Por outro lado só sofreu quatro e tem a segunda melhor defesa da Série D (ao lado dos também classificados Central de Caruaru e Aparecidense), só perde para o Tiradentes (CE), com uma defesa vazada somente duas vezes.

O Mixto do treinador Ito Roque: três volantes e uma dúvida no ataque
Fazer gol no Mixto tem sido uma tarefa complicada. O goleiro Bruno, que já passou pelo Cruzeiro, tem sido um nome importante. Defendeu pênalti na vitória importante contra o Goianésia, foi o grande nome da última partida e deverá trazer dificuldades para Clebson e sua turma.

A dupla de zaga está junta desde o início do campeonato. Kal e Odair Junior atuam bem protegidos pela linha de três volantes: Kiko, Jamba e Felipe Blau. Felipe é o que mais aparece no campo de ataque e já marcou um gol na Série D.

Na continuação aparece o camisa 10 do Mixto. O habilidoso Geovani surge como o destaque ofensivo do time. Já sofreu pênalti e marcou três vezes. Também já foi expulso ao perder a cabeça na derrota para o Brasília e dar um pisão em um adversário que estava caído. Foi multado por isso.

O ataque deverá trazer dúvidas para Ito Roque. Os titulares mais frequentes foram Jônatas Obina e Rafael Paty, que não jogou na última partida, lesionado. Geílson foi o substituto e pode ganhar uma das duas vagas.

Resende tem ausências

O Resende tem pelo menos dois desfalques certos para o primeiro jogo, em Resende. Expulsos na última partida, contra o Nova Iguaçu, o capitão Hiroshi e o artilheiro Geovane Maranhão cumprem suspensão. Por outro lado, Paulo Campos tem o retorno do volante Dudu e pode ter a volta dos lesionados Capone, Valdeci, Marcel e Marcelo Régis.

A primeira partida está marcada para o sábado (31), às 15h, no Estádio do Trabalhador. O jogo de volta acontece uma semana depois, no Dutrinha, em Cuiabá. Sete dias de intervalo, quase dois mil quilômetros de distância e uma vaga para continuar sonhando com o acesso.

Série D: segunda fase tem confrontos definidos

Chegou ao fim a primeira fase da Série D. O Resende, em sua primeira participação no Campeonato Brasileiro assegurou a vaga como segundo colocado do grupo A6. O adversário do time do interior do Rio será o Mixto do Mato Grosso. Das 40 equipes iniciais, restaram 16 que formam as oitavas de final.

Do estado do Rio, somente o Resende mantém chances de conseguir o acesso para a Série C. Aliás, somente o estado de Pernambuco terá mais de um representante nas oitavas, Salgueiro e Central de Caruaru se classificaram.

Equipes como o Botafogo de Ribeirão Preto e o Nova Iguaçu caíram na fase de grupos. Entre os que sobreviveram, destaque para Juventude e Santo André que já foram campeões da Copa do Brasil. Desses dois, o Resende só poderá cruzar com um deles, na semifinal e, se isso acontecer, já estará classificado para a terceira divisão de 2014. Quatro equipes, os semifinalistas, têm a vaga de acesso assegurada.

Dentre as surpresas, destaque para o Tiradentes do Ceará. O time passou nove jogos sem sofrer gols e só foi vazado na tarde de hoje (25); duas vezes pelo ataque do Central de Caruaru e isso aconteceu quando o time, que estava invicto, já estava garantido na primeira posição do grupo A3. Outro detalhe interessante do Tiradentes: a equipe é mantida pela Polícia Militar do Estado do Ceará.

Vale lembrar que para conseguir o acesso, o Resende precisa de mais duas classificações. Se vencer o Mixto, vai enfrentar o vencedor de Aparecidense (GO) e Tupi (MG).  

Confira os confrontos das oitavas:

Salgueiro (PE) X Nacional (AM)*

Plácido de Castro (AC) X Gurupi (TO)*

Sergipe (SE) X Tiradentes (CE)*

Central (PE) X Botafogo (PB)*

Resende X Mixto (MT)*

Aparecidense (GO) X Tupi (MG)*

Londrina (PR) X Juventude (RS)*

Santo André (SP) X Metropolitano (SC)*

* Equipes que decidem a vaga em casa.

Empate sem gols define o adversário do Resende nas oitavas


No duelo de duas defesas pouco vazadas, nenhum ataque se sobressaiu. O Aparecidense (GO) não conseguiu vencer o Mixto (MT) em casa na tarde de hoje (24) e o empate sem gols classificou a equipe do Mato Grosso em primeiro lugar no grupo A5. Com isso, o Mixto será o adversário do Resende nas oitavas de final da Série D.

As duas equipes sofreram somente quatro gols em oito jogos da primeira fase. Com a classificação em segundo lugar, o Aparecidense vai enfrentar o Tupi (MG), que já havia confirmado a vaga na liderança do grupo do Resende, o A6. O Tupi também entrou em campo hoje e venceu o Aracruz (ES) por 2 a 1, em Juiz de Fora, com gols de Sidinei e Ademílson, o artilheiro da Série D com nove gols.

Resende e Mixto se enfrentam no próximo sábado, no Estádio do Trabalhador. O jogo de volta, em Mato Grosso, acontece no fim de semana seguinte.

No caminho do Resende: Aparecidense ou Mixto?

A vaga nas oitavas já é do Resende. Araxá, Aracruz e Nova Iguaçu ficaram pra trás e o time do interior do Rio se classificou ao lado do Tupi, de Juiz de Fora, no grupo A6 da Série D do Campeonato Brasileiro. O clube agora está a dois passos da terceira divisão, mas ainda não sabe quem vai enfrentar. Mixto (MT) ou Aparecidense (GO)? As duas equipes se enfrentam no sábado, em Aparecida de Goiânia, e decidem quem vai passar em primeiro do grupo A5 e, consequentemente, quem será o adversário do Resende.

De um lado um clube de quase 80 anos, com participações em todas as divisões do Campeonato Brasileiro. Do outro, um jovem clube que se profissionalizou em 1992, e disputou sua primeira competição nacional no ano passado, justamente a Série D, quando caiu na fase de grupos.

O Mixto é o clube de maior tradição no Mato Grosso. Venceu o estadual 24 vezes, embora seja um campeonato que o time não conquista desde 2008. Neste ano, bateu na trave. Perdeu a final para o Cuiabá, nos pênaltis. Em sua história recente, contou com jogadores conhecidos no cenário nacional. Finazzi, Perdigão e o herói do Mundial do Inter, Adriano Gabiru, foram alguns dos que vestiram a camisa mixtense. Hoje, o Mixto conta com dois atacantes que tiveram algum destaque no Brasil. Jônatas Obina chama atenção pelo porte físico; tanto que ganhou o apelido graças ao Obina mais famoso. Em 2011 chegou a marcar dois gols pelo Atlético Mineiro, mas foi dispensado no ano seguinte pelo técnico Cuca.

O outro atacante já vestiu a camisa de Internacional e Atlético Paranaense, mas foi no Santos campeão paulista de 2006 que o cuiabano Geílson teve seu melhor momento. O jogador ainda nem estreou pelo Mixto na Série D. Contratado no início deste mês, só teve a documentação regularizada recentemente.

Geílson foi o autor do gol 11.000 da história do Santos
A Aparecidense mantinha idas e vindas na primeira divisão do Campeonato Goiano até 2010, quando conseguiu o acesso pela última vez. Foi montada uma base e posteriormente foi feita uma parceria com o Goiás, que passou a emprestar jovens jogadores que não teriam oportunidades no elenco principal.  Neste ano, conseguiu a melhor colocação de sua história no Campeonato Goiano, o quarto lugar. Assim como o Mixto, também contou com jogadores conhecidos em sua história recente. Zé Carlos, lateral que brilhou com a camisa do Goiás, com passagens por Botafogo e Corinthians, e o atacante Alex Dias vestiram a camisa do Aparecidense no ano passado. Neste ano, nada de medalhões.

É bom ficar de olho

Independentemente de quem for o adversário, é provável que o Resende enfrente algumas dificuldades. Para chegar em Cuiabá ou Aparecida de Goiânia, longas viagens serão necessárias. Além disso, como bem destacou o meia Marcel em entrevista ao repórter Diego Gavazzi no programa RJTV da TV Rio Sul, "são duas cidades bem quentes".

Os dois clubes têm defesas que sofreram menos gols do que o Resende. Quatro cada um. No ataque, vantagem do Aparecidense, que fez 11 gols, mesmo número da equipe fluminense. O Mixto é especialista em vitórias simples. Das cinco vezes que saiu de campo com os três pontos, quatro foram por 1 a 0.

Se quem passar for o atual líder, o Mixto, é bom os volantes Dudu e Leó Silva, do Resende, ficarem de olho no habilidoso meia Geovani. Canhoto e rápido, o jogador é uma das apostas do time da Cuiabá.

Mas se quem classificar em primeiro for o Aparecidense, um dos zagueiros - Marcelo, Admílton ou Thiago Sales - vai ter que dar atenção especial ao atacante Diego Lira. Titular do clube goiano desde o acesso de 2010, Diego é uma das referências do time.

Vale lembrar que, por não terem muitas informações sobre Resende e Tupi, as duas equipes devem brigar pela primeira posição principalmente para poder decidir em casa. O jogo de sábado define as oitavas de final. Fora de casa, o Mixto, por ter um ponto a mais, tem a vantagem do empate para terminar em primeiro.

Pelo cruzamento das chaves, o jogo entre Aparecidense e Mixto também vai definir quem enfrenta o Tupi. Os vencedores dos duelos entre os classificados dos grupos A5 e A6, que acontecem nos dois primeiros fins de semana de setembro, vão se cruzar nas quartas de final. Novamente em duas partidas eles irão decidir quem será classificado para a semifinal e, automaticamente, para a Série C de 2014.

Aparecidense (GO) vence e adversário do Resende só será definido no próximo domingo

O Aparecidense de Goiás garantiu a vaga para as oitavas de final da Série D. A equipe venceu o Brasília fora de casa por 3 a 2 e se juntou ao Mixto (MT) como as duas equipes que avançam do grupo A5. Falta definir quem passa em primeiro e as duas equipes se enfrentam no próximo domingo em Aparecida de Goiânia. O empate favorece o Mixto que tem um ponto a mais. Quem terminar na segunda colocação enfrenta o Tupi (MG), líder do grupo A6, e o primeiro colocado vai enfrentar o Resende.

O adversário da equipe do interior do Rio estava definido até os 44 minutos do segundo tempo do jogo entre Brasília e Aparecidense. Foi quando o zagueiro Leonardy garantiu a vaga do time goiano com o terceiro gol do time na partida. Se o empate de 2 a 2 tivesse se confirmado, o Mixto seria o dono da primeira vaga e o Goianésia (com 10 pontos) ainda teria chances matemáticas de tirar a vaga do Aparecidense (que teria ficado com 12).

Independentemente de quem ficar com a vaga, é certo que o Resende joga a primeira partida em casa, no Estádio do Trabalhador.

Resende, Mixto e Aparecidense garantiram a classificação neste fim de semana. Nove times já estão nas oitavas de final:

Grupo A1: Plácido de Castro (AC) e Nacional (AM)

Grupo A2: Gurupi (TO)

Grupo A3: Tiradentes (CE)

Grupo A4: Botafogo (PB)

Grupo A5: Mixto (MT) e Aparecidense (GO)

Grupo A6: Tupi (MG) e Resende

Grupo A7: -

Grupo A8: -

Vale lembrar que o regulamento da Série D prevê o cruzamento das chaves. Entre Resende, Tupi, Mixto e Aparecidense, somente um vai alcançar a vaga para a Série C em 2014. Entenda melhor clicando aqui.

Empate que deu a vaga ao Resende em fotos

O Resende garantiu a vaga nas oitavas de final da Série D com um empate sobre o Nova Iguaçu, no Estádio do Trabalhador. No jogo, recheado de gols e expulsões, não faltou tensão e lances de emoção.

Siga em fotos:

Com pouco mais de 15 minutos de jogo, o Resende já vencia com gol de Clebson (9).


Somente a vitória interessava ao Nova Iguaçu, mas a situação ficou pior quando Júnior Lopes foi expulso após falta dura em Deoclecio.


Logo em seguida, após passe de Everton, Geovane Maranhão recebeu, tirou o marcador e colocou no canto do goleiro Jefferson.


O artilheiro do time na Série D com cinco gols comemorou, comemorou e comemorou.


O Resende, que só precisava do empate vivia uma situação tranquila com dois gols de vantagem e um homem a mais em campo. Na arquibancada, a tranquilidade estava estampada na cara do atacante Marcelo Régis e do goleiro Mauro que, lesionados, só puderam torcer.


Tudo bem sossegado até que:


Dieguinho, de pênalti no primeiro tempo e Maycon no segundo empataram a partida para o Nova Iguaçu. O jogo ficou tenso e Paulo Campos decidiu mexer na equipe. Gabriel iria entrar no lugar de Geovane Maranhão.


Mas o artilheiro foi expulso justamente no momento em que seria substituído. Paulo foi obrigado a mudar de ideia e Clebson teve que sair do jogo.


A expulsão de Geovane, que não havia feito nenhuma falta, foi questionada por Paulo Campos. Ouviu do juiz Wagner dos Santos Rosa: "Paulo, depois você pergunta para o seu jogador do que ele me chamou".


Em igualdade no placar e no número de jogadores, o Nova Iguaçu foi pra cima.


A tensão cresceu e Hiroshi acabou cedendo. Perdeu a cabeça e também foi expulso.


Paulo Campos ainda tentou animar o jogador que saiu de campo desolado.


Os semblantes na arquibancada se transformaram.


Marcel, que também desfalcou a equipe, acompanhava os últimos minutos tenso e isolado.


Quando o apito final chegou, mais tensão dentro de campo. Jogadores do Nova Iguaçu insatisfeitos com a eliminação e com a atuação do árbitro foram pra cima de Wagner e sobrou até para o lateral Everton.


Saldo final da partida: empate que eliminou o Nova Iguaçu, classificou o Resende como segundo colocado do grupo A6 e duas equipes muito insatisfeitas com a arbitragem. Pelo menos na arquibancada, o clima foi de festa.


Clique aqui para ver a reportagem completa sobre a partida.

Com emoção: empate garante Resende na próxima fase

- Geovane Maranhão marca o segundo do Resende - 
O primeiro objetivo foi cumprido, mas não sem uma boa dose de emoção. O Resende empatou em 2 a 2 com o Nova Iguaçu em casa hoje (17) e garantiu a vaga nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. O personagem principal poderia ter sido Clebson que marcou um gol e acertou uma bola no travessão, poderia ter sido Geovane Maranhão, que marcou pela quinta vez no torneio; ou poderia ter sido algum jogador do bravo Nova Iguaçu que brigou até o último minuto, mas foi Wagner dos Santos Rosa quem roubou a cena. Wagner, o juiz da partida, distribuiu cartões, fez quatro expulsões e ainda apontou um pênalti polêmico para o Nova Iguaçu. "Um jogo em que tínhamos tudo para sair com uma vitória categórica acabou complicado. O árbitro foi o grande vilão da partida. Teve uma atuação terrível, conseguiu deixar as duas equipes nervosas e ninguém gostou de nada", foi a declaração do treinador do Resende, Paulo Campos, após a partida.

Quando Paulo cita que tinha tudo para ter uma vitória tranquila, ele remete aos 30 minutos da primeira etapa, quando o Resende vencia por 2 a 0 e tinha um jogador a mais. Daí pra frente, só tensão. O apito final trouxe o alívio e a vaga na segunda posição do grupo A6, atrás do líder Tupi (MG), que hoje venceu o Araxá por 1 a 0. Agora a equipe só volta a campo daqui a duas semanas para o primeiro jogo das oitavas de final no Estádio do Trabalhador. O adversário, o primeiro colocado do grupo A5, será definido até o próximo fim de semana. Hoje o dono da vaga é o Mixto (MT), mas ainda tem chances de ser ultrapassado pelo Aparecidense (GO).

Início nervoso, vantagem e nervosismo de novo

O primeiro tempo foi cheio de ingredientes. Até os 15, jogo duro, repleto de entradas violentas. Clebson e Deoclecio logo receberam cartão amarelo e nenhuma boa chance havia acontecido. O primeiro lance de perigo aconteceu quase que por acaso. Muriel lançou, não se sabe se bateu para cruzar ou direto para o gol, mas a bola quase surpreendeu o goleiro Jefferson que teve que se esticar para colocar a bola pra escanteio. Na cobrança, Everton colocou na área, Clebson apareceu no meio da zaga e testou pro gol. 1 a 0.

Mesmo com o gol, a partida continuou tensa, mas a vantagem do Resende deixou o Nova Iguaçu mais nervoso. Aos 29, Deoclecio protagonizou um bom lance, driblou dois e foi parado com violência por Junior Lopes, que já tinha cartão amarelo. Foi expulso e facilitou o trabalho da equipe de Paulo Campos.
Facilitou tanto que somente um minuto mais tarde o placar aumentou. Clebson ganhou de cabeça, a bola sobrou para Everton que achou inteligentemente Geovane Maranhão na área. O artilheiro do time na Série D ajeitou bem e colocou no canto, o quinto gol do atacante no torneio. 2 a 0.

A tranquilidade começou a ir embora aos 34 minutos. Em disputa na área, Everton que havia acertado muito no lance do gol, falhou ao subir com os braços levantados. O juiz enxergou mão do lateral e apontou o pênalti. O lance causou revolta na equipe do Resende. Na cobrança Arthur até acertou o ângulo, mas Dieguinho cobrou bem e diminuiu a vantagem. 2 a 1.

Mas, com um jogador a mais em campo, o Resende seguiu mandando no jogo. Até o fim do primeiro tempo pelo menos duas oportunidades foram desperdiçadas. Primeiro com Clebson, que ficou com a bola de frente para o gol após domínio errado de Geovane Maranhão. O centroavante driblou bem o zagueiro, mas parou em Jefferson. Dois minutos depois, após boa troca de passes pela esquerda, Deoclecio ficou de frente para o gol na entrada da área, mas chutou em cima da zaga.

Tempo de sofrimento

"Foi aquela pressão ali, mas é mais gostoso, né?", brincou o zagueiro Marcelo no fim do jogo. Com a vaga garantida foi possível a descontração, mas em campo, não foi bem assim.

No início, um lance que teria mudado a história do jogo. Hiroshi faz jogada de craque, de frente para o gol, cortou um volante do Nova Iguaçu com a perna esquerda e tocou por cobertura com a perna direita de fora da área. Por pouco não fez o gol. Azar do meia, que teve um fim de jogo que passou longe do heroísmo.
A tranquilidade da vitória com um homem a mais e vários gols perdidos foi estranhamente desperdiçada. A defesa do Resende, tão sólida na Série D, pela primeira vez sofreu mais de um gol em um jogo, aos 12 minutos da segunda etapa. Ramon teve liberdade grande para avançar com a bola até a área. Na sobra do lance, Maycon tocou para as redes empatando a partida. 2 a 2.

Aos 18, o maior susto: em bola alçada na área do Resende, Jorge Fellipe se antecipou a Arthur e marcou o gol que seria da virada. Para o alívio dos torcedores, o zagueiro do Nova Iguaçu estava adiantado e o auxiliar apontou o impedimento.

Depois disso, Paulo Campos decidiu mexer na equipe. Tirou Muriel e Deoclecio e colocou Lucas e Pedrinho. Mas as alterações não tiraram a impressão de que quem estava com um a menos era o Resende.

O jogo cresceu em emoção. Em contra ataque, aos 35 minutos, Hiroshi tentou o passe em profundidade, Maranhão desviou e a bola sobrou para Clebson frente a frente com Jefferson. O atacante encheu o pé e a bola explodiu no travessão. O passe foi a última participação de Geovane Maranhão. Ele seria substituído por Gabriel, mas discutiu com o juiz e foi expulso.

A igualdade no placar e no número de jogadores deixou os nervos à flor da pele. Paulo Campos manteve a entrada de Gabriel e tirou Clebson. O Nova Iguaçu sentiu o melhor momento no jogo, faltando menos de dez minutos para o fim.

Aos 40, mais emoção. Hiroshi, um dos pilares do time perdeu a cabeça. Deu um pontapé em um jogador do Nova Iguaçu e foi expulso. "Perdi a cabeça. O juiz deixou todo mundo nervoso", admitiu o meia.

Ainda teve tempo para mais uma expulsão, dois minutos mais tarde. Dessa vez do atacante Maycon, do Nova Iguaçu. A equipe da baixada ainda tentou pressionar à base de chutão e assustou a torcida, mas não assustou Arthur.

Depois de apitar pela última vez, Wagner dos Santos Rosa precisou do auxílio da PM. Membros das duas equipes, insatisfeitos com a atuação do árbitro, reclamaram bastante. O Nova Iguaçu está fora e o Resende segue para próxima fase com dois importantes desfalques.

Ficha Técnica

Resende: Arthur; Marcelo, Thiago Sales, Admílton; Muriel (Lucas), Léo Silva, Deoclecio (Pedrinho), Hiroshi e Everton; Geovane Maranhão e Clebson (Gabriel). Técnico: Paulo Campos.

Nova Iguaçu: Jefferson; Belarmino, Júnior Lopes, Jorge Fellipe e Uallace; Rodrigo Oliveira (Rodrigo Almeida), Leônidas (Thiago Correa), Mossoró, Dieguinho (Glauber); Maycon e Ramon. Técnico: Marcello Salles.

Cartões amarelos: Clebson, Deoclecio, Everton, Gabriel (Resende); Júnior Lopes, Jorge Fellipe, Maycon, Uallace (Nova Iguaçu).

Cartões vermelhos: Geovane Maranhão, Hiroshi (Resende); Junior Lopes, Ramon (Nova Iguaçu)

Gols: Geovane Maranhão e Clebson (Resende); Maycon e Dieguinho (Nova Iguaçu)

Destaques

Resende: Geovane Maranhão estava bem até ser expulso. O mesmo vale para Hiroshi. Deoclecio teve bons momentos, assim como Thiago Sales e Clebson, mas ninguém conseguiu atingir protagonismo no time.

Nova Iguaçu: A pequena torcida foi o melhor do Nova Iguaçu. Animados, empurraram o time que por pouco não alcançou um resultado positivo. Dentro de campo, Belarmino, velho conhecido do Resende, demonstrou vontade e Ramon mostrou habilidade.