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Duque de Caxias é o campeão da Copa Rio

A Copa Rio terminou na noite deste sábado. O Duque de Caxias reverteu a vantagem do Boavista e é o novo campeão do torneio. Com o placar de 3 a 1, o título premia uma equipe que se reinventou durante a competição. Após um fraco desempenho na primeira fase (em que se classificou em segundo, bem atrás do líder Volta Redonda), o time passou a se dedicar exclusivamente à Copa Rio depois de se livrar do rebaixamento na Série C do Brasileiro. Na segunda fase passou em primeiro no complicado grupo que ainda tinha Boavista, Audax e Madureira. Na semifinal passou por Bangu e voltou, superar o Boavista na grande decisão e está garantido na Copa do Brasil do ano que vem.

Digão, logo com 1 minuto de jogo tirou a vantagem conquistada pelo Boavista no jogo de ida, que venceu por 1 a 0. No início do segundo tempo, Giovanni, algoz do Volta Redonda na semifinal empatou a partida, mas Digão voltou a colocar o time de Caxias na frente logo em seguida. Aos 41 minutos surgiu o herói do título. Emerson, zagueiro velho conhecido do Resende, marcou o terceiro gol do Duque.

O Boavista, em segundo, tem vaga garantida na Série D do Campeonato Brasileiro. Sem a vaga, o Volta Redonda terminou como o melhor ataque, a melhor defesa e o artilheiro da Copa Rio, Tiago Amaral, com 10 gols.



Debaixo de chuva e frustração, Volta Redonda é eliminado da Copa Rio


A bola foi cruzada na área pela enésima vez. Enquanto o coração do torcedor presente no Raulino de Oliveira batia acelerado, o zagueiro Marcelo ganhou a disputa e a bola foi parar quase na marca do pênalti, no alto, nos pés do goleiro Gatti. Ele chutou forte, mas a bola passou por cima do gol do Boavista. O jogo ainda seguiu por mais três minutos, mas a Copa Rio acabava melancolicamente para o Volta Redonda naquele lance.

O goleiro, que foi herói em muitas vezes durante o torneio, cravou seu nome na história do clube como o goleiro detentor da maior sequência de minutos sem sofrer gols, bem que tentou o último ato de protagonismo. Por pouco não conseguiu. O Boavista, com dois chutes de grande felicidade conseguiu virar um jogo fora de casa e está na final da Copa Rio contra o Duque de Caxias.

Com o resultado de 2 a 1, após o 0 a 0 da primeira partida, a vaga para a série D do Campeonato Brasileiro é do time de Saquarema. O Volta Redonda vai precisar buscá-la no Campeonato Carioca.

Gatti busca o heroísmo e quase consegue


Início empolgante

O início foi bem promissor. Com um ataque acelerado, o Voltaço começou com tudo e, com sete minutos, chegou duas vezes, primeiro com Tiago Amaral, em cabeçada que chegou a pegar no travessão e depois com João Paulo. Logo em seguida, aos oito minutos, em mais um ataque do Volta Redonda, Tiago Amaral recebeu cruzamento da esquerda e testou para baixo, no canto do goleiro Marcelo Carné para festa da torcida que ainda chegava ao Raulino de Oliveira.

O Boavista respondeu com Barrach, de fora da área, mas Gatti defendeu o chute com belo pulo. O lance era uma amostra de que os visitantes não haviam desanimado com o gol. Assim como a chuva, o ritmo da partida começou a cair cada vez mais. O Boavista começou a gostar de um jogo em que o Volta Redonda não atacava mais.

As laterais do time, tão eficientes durante o torneio, passaram a cometer erros bobos e de um deles, uma falta no lado esquerdo do ataque do Boavista nasceu o empate. Giovanni cobrou a falta cruzada que foi direto para o ângulo do gol de Gatti.

O empate ainda ameaçou acordar o time da casa. Durante dez minutos o Volta Redonda apresentou uma leve melhora, mas ainda aparecia afobado na defesa. Aos 43, o lateral Rodrigo Paulista afastou mal uma bola da defesa. Ela foi parar nos pés de Tiago Barreiros que arriscou de longe. O chute foi parar mais uma vez no ângulo do gol de Gatti, o esquerdo dessa vez. Virada e ducha de água fria no Raulino.

Apreensão e frustração

Na segunda etapa, o Volta Redonda, como não poderia deixar de ser, foi para cima. Em campo, um ataque contra defesa, mas um ataque sem muita objetividade e uma defesa organizada. Poucos lances de perigo foram vistos e o treinador Cairo Lima decidiu arriscar. Saíram o lateral Arimax e o volante Bruno Barra para as entradas de Thiago Cristian e Sassá. O atacante que voltava de lesão não conseguiu imprimir o ritmo de lances rápidos que o jogo exigia e o tempo foi passando impiedosamente.

Faltando dez minutos, o jogo ganhou em desespero. Leandrão entrou no lugar do volante Éder. A chuva também impedia qualquer tipo de jogadas que não fossem as bolas levantadas na área. Delas, as maiores esperanças, mas somente o chute de Gatti, que apareceu três vezes na área, realmente chegou a assustar.

Aos 48, o apito final. Jogadores do Volta Redonda caídos em campo enquanto os do Boavista comemoraram. Comemoraram até que as arquibancadas se esvaziassem. Apesar da melhor campanha do torneio - com melhor defesa, melhor ataque e artilheiro (Tiago Amaral com dez gols, contando o de hoje) - o Volta Redonda que superou tantos adversários e não conseguiu superar o Boavista, vai precisar superar a frustração.

Volta Redonda - 1 X 2 - Boavista - Raulino de Oliveira - 17/11/2013

Volta Redonda: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax (Thiago Cristian); Éder (Leandrão), Bruno Barra (Sassá), Zé Augusto e João Paulo; Preto e Tiago Amaral. Técnico: Cairo Lima.

Boavista: Marcelo Carné; Barrach, Victor, Matheus, Genilson, Matheus e Romarinho; Magno, Daniel e Julio Cesar; Tiago Barreiros e Giovanni. Técnico: Emanoel Nascimento.

Cartões amarelos: Arthur e Tiago Amaral (Volta Redonda) / Daniel e Ricardo (Boavista)

Gols: Tiago Amaral (Volta Redonda) / Giovanni e Tiago Barreiros (Boavista)

Fora de casa, Volta Redonda segura empate sem gols e agora decide vaga para a final no Raulino


De 180 minutos, 90 já foram. Por enquanto, sem gols para Boavista ou Voltaço. Melhor para o Volta Redonda que vai poder decidir a vaga para a final da Copa Rio em casa, no domingo, às 16h. Hoje, no Estádio Nivaldão, em Austin (no campo do Artsul), onde o Boavista vem mandando os seus jogos, o time visitante teve boas chances, mas não conseguiu sair com um resultado ainda mais positivo.

Mais uma vez, a defesa do Volta Redonda, a melhor da Copa Rio, esteve muito bem postada e impediu lances de maior perigo do Boavista. Com o resultado, o Volta Redonda precisa de uma vitória simples no Raulino de Oliveira. Em caso de novo empate, a vaga para a final será decidida nos pênaltis.

Silêncio na arquibancada

Sem pressão de alguma torcida do Boavista - o estádio da partida contou com portões fechados -, o Volta Redonda não se intimidou no primeiro tempo. Após um início sem aproximações perigosas dos ataques, o Voltaço começou a crescer no jogo. Logo no primeiro ataque de perigo a rede balançou, mas o gol foi anulado. Rodrigo Paulista cobrou lateral, a bola desviou em Zé Augusto e sobrou para Tiago Amaral que viu um adversário marcar contra. Mesmo assim, a posição do atacante já havia sido assinalada como impedimento.

O Voltaço seguiu em cima. Éder nas bolas paradas, João Paulo em chutes de longe e Zé Augusto foram os que mais apareceram. O meia substituto de Glauber recebeu na área aos 33 e buscou um gol de cobertura, mas o goleiro Marcelo Carné estava atento. Antes do fim, João Paulo recebeu na esquerda e por pouco não abriu o placar.

A superioridade do primeiro tempo não foi vista no segundo. Nem para um lado, nem para o outro. A partida caiu em qualidade e poucas chances aconteceram. O Boavista até melhorou quando mudou o esquema tático após saída do lateral Romarinho e entrada do atacante Glaucio. Em uma das melhores chegadas, o volante Magno cobrou falta com perigo, mas a bola passou por cima da meta de Gatti. Quando o time da casa começava a se impor no jogo, em um lance de ataque do Volta Redonda, os jogadores reclamaram que um defensor do Boavista cortou a bola com a mão. O árbitro mandou a partida seguir, mas o lance fez  o Volta Redonda acordar.

No fim, o time pressionou bastante. Aos 42, Arimax, que apareceu bem na partida no ataque, cruzou para o artilheiro Tiago Amaral, mas o atacante finalizou por cima. Dois minutos mais tarde, o próprio Arimax arriscou. A bola desviou na defesa e foi para fora, mantendo o zero no placar final.

Boavista - 0 X 0 - Volta Redonda - 13/11/13 - Estádio Nivaldo Pereira

Boavista: Marcelo Carné; Barrach, Victor, Genilson, Matheus e Romarinho (Glaucio); Magno, Daniel e Julio Cesar (Carlinhos); Giovanni e Thiago Barreiros (Marcelinho). Técnico: Emanoel Nascimento.

Volta Redonda: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax; Éder, Bruno Barra, João Paulo e Zé Augusto (Thiago Cristian); Preto e Tiago Amaral. Técnico: Cairo Lima.

Cartões amarelos: Victor (Boavista) / Bruno Barra, Arimax e Arthur (Volta Redonda)

Outra semifinal

Duque de Caxias e Bangu também se enfrentaram no mesmo horário em busca da outra vaga para a final da Copa Rio. Jogando em casa, o Duque deu um passo importante com uma vitória por 4 a 1. João Carlos marcou duas vezes, Digão fez o terceiro e Nathan o quarto; Gabriel Galhardo fez o do Bangu. Os dois times voltam a se enfrentar no sábado, em Moça Bonita, às 16h.

Volta Redonda e Boavista iniciam disputa pela final nesta quarta

- Tiago Amaral, artilheiro da Copa Rio, está confirmado ao lado de Preto no ataque do Voltaço (foto: Felipe Vieira) -
Time com o melhor ataque, a melhor defesa, 100% dentro de casa e ainda tem o artilheiro do torneio. A melhor campanha da Copa Rio dá confiança, mas não garante vaga na final para o Volta Redonda. Antes disso, o Boavista pela frente. O primeiro round acontece na tarde de hoje (13), na "casa" do Boavista. As aspas existem porque no endereço, o Boavista é de Saquarema, mas não treina lá e manda seus jogos no Nivaldão, em Nova Iguaçu, campo do Artsul. Além disso, durante toda a Copa Rio, as partidas da equipe tiveram portões fechados e nesta quarta não será diferente. Ou seja, a vaga começa a ser decidida somente no campo.

Já no domingo, a torcida pode e deve ajudar. Nesse caso, a do Voltaço, no Raulino de Oliveira, às 16h. Quem vencer, enfrenta quem passar do confronto entre Duque de Caxias e Bangu, que também se enfrentam hoje.

Para a partida de logo mais, o técnico Cairo Lima deve continuar sem poder contar com os lesionados Glauber e Sassá. Zé Augusto e Preto são os prováveis substitutos. A equipe deve entrar em campo com: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax; Éder, Bruno Barra, João Paulo e Zé Augusto; Preto e Tiago Amaral.

Semelhanças nas campanhas

Desde o início da Copa Rio, Volta Redonda e Boavista despontaram. As duas equipes colecionaram vitórias nos primeiros jogos e os mais afoitos já antecipavam o duelo como confronto para a final. Bateu na trave, somente um deles segue para a decisão. Líderes de suas chaves na primeira fase, os dois times também fizeram boa campanha na segunda fase, mas enquanto o Voltaço repetiu a liderança, o Boavista acabou sendo superado pelo Duque de Caxias.

Para a semifinal, os dois times confiam nos retrospectos em casa. O do Volta Redonda é superior, como não poderia deixar de ser para um time que só conheceu vitórias diante da torcida. Mas o Boavista também vai bem em Nova Iguaçu. Não perdeu nenhuma vez, empatou três e venceu quatro vezes.

As duas equipes também perderam pouco. O Boavista foi derrotado por um irregular Goytacaz na primeira fase e na última rodada da segunda, para o Madureira, quando já estava com a classificação garantida. Já o Voltaço foi perder somente na 12˚ rodada, para o América, o único revés até aqui.

O Boavista marcou dois gols a menos do que o Volta Redonda. 20 contra 22 da equipe do Sul do Estado. As diferenças começam a aumentar na divisão desses gols. Dez jogadores marcaram pelo Boavista nesta Copa Rio, o artilheiro é Marcelinho, com cinco gols. Já o artilheiro do adversário é quem mais fez no torneio: Tiago Amaral, que marcou nove vezes. Por outro lado, o Voltaço é menos democrático; além de Tiago, somente cinco atletas fizeram gols.

Outra diferença, e essa muito grande, fica na parte disciplinar. Enquanto os jogadores do Volta Redonda receberam 18 cartões (17 amarelos), os do Boavista mais que dobram o número: foram nada menos do que 41 amarelos e dois vermelhos, isso em 14 jogos, uma média de quase três cartões por partida. O campeão é o volante Genilson, que tomou sete amarelos e um vermelho.

Duelo no gol

Acostumado com nomes conhecidos no elenco há alguns anos, o Boavista, pelo menos para a Copa Rio desistiu dessa política. O único jogador que teve destaque nacional recentemente foi o goleiro Marcelo Carné, ex-Flamengo. O jogador vem fazendo boa Copa Rio, mas não tão boa quanto a de Gatti, que entrou para história do Volta Redonda como o goleiro que ficou mais tempo sem sofrer gols em partidas válidas por competições oficiais: foram pouco mais de mil minutos se somados os tempos dos jogos e dos acréscimos descritos pelos juízes nas súmulas.

Concentração e equilíbrio

O técnico do Volta Redonda, Cairo Lima, pregou as duas virtudes para o time para que possa extrair o melhor dos jogadores na fase final. "A expectativa e a ansiedade são grandes, mas temos de controlar e administrar isso para reunir todos os recursos que temos com o objetivo de conseguir o resultado", afirmou.

Voltaço e Bangu tem empate 'chocho' e definição das semifinais

Forte calor + times sem grandes motivações + várias ausências das duas equipes = jogo de pouquíssimas atrações. Bangu e Volta Redonda, que já estavam classificados, fizeram uma partida morna. Como resultado da apatia geral, um empate sem gols que definiu as semifinais da Copa Rio. O Volta Redonda terminou na liderança e vai enfrentar o Boavista, enquanto o Bangu será o adversário do Duque de Caxias.

A primeira partida entre o Voltaço e o Boavista já acontece na quarta-feira, no Estádio Nivaldo Pereira e o jogo de volta está marcado para o sábado (16), no Raulino de Oliveira.

Para se despedir da segunda fase, Cairo Lima optou por escalar o time reserva. Os titulares enfrentaram uma dura maratona de jogos e vários jogadores já apresentavam sinais de desgaste; dois atletas - o meia Glauber e o atacante Sassá - estão entregues ao Departamento Médico e ainda são dúvidas para a semifinal. Para evitar novas lesões, o time entrou em campo com: Mota; Pedro, Baggio, Luan e Salomão; Almir Júnior, Gabriel Souza, Elvis e Thiago Cristian; Guilherme e Leandrão.

De todos esses jogadores, o que mais apareceu no primeiro tempo foi o goleiro Mota. E mesmo assim não foi muito. Mota fez boas defesas nos chutes de Cristiano, aos nove minutos de jogo, e de Paulo Vitor, em falta cobrada no fim da primeira etapa.

O maior número de chances pelo lado do Bangu não significou grande superioridade. Também com vários jogadores poupados - como o goleiro Luiz Guilherme e o meia Thiago Galhardo -, o time do subúrbio do Rio também apresentou um futebol com pouca inspiração e as duas equipes abusaram em passes errados.

O segundo tempo não apresentou grandes diferenças, mas no fim o Volta Redonda ainda ensaiou uma pressão que quase garantiu a 13ª vitória em 14 jogos da Copa Rio. Tiago Amaral, que entrou no lugar de Guilherme, Leandrão e o zagueiro Luan bem que tentaram, mas não conseguiram tirar o zero do placar.

Mota substituiu bem o titular Gatti contra o Bangu (foto: reprodução facebook)
Atração

Primo de Neymar, o atacante Rhau estreou profissionalmente hoje. Atuando pelo lado direito do ataque, o jogador que ganhou os noticiários durante a semana manteve o nível de atuação da partida e não se destacou, pelo menos dentro de campo. De longe, foi o jogador mais procurado pela imprensa na partida.

Volta Redonda enfrenta o Bangu para saber se enfrenta Boavista ou Duque de Caxias na semi

De olho na ponta do Grupo F da Copa Rio, o Volta Redonda visita o Bangu neste domingo (10), às 16h, em Moça Bonita. A partida encerra a segunda fase de grupos do torneio. As duas equipes já estão classificadas para a semifinal e por isso, o técnico Cairo Lima deve optar por lançar um time recheado de reservas para o jogo. Um empate deixa o time do Sul do Estado em primeiro do grupo e, nesse caso, iria enfrentar o Boavista, que foi derrotado hoje pelo Madureira (2 a 1), e ficou com a segunda colocação no Grupo E. O Duque de Caxias que também perdeu por 2 a 1 nesta rodada - para o Audax -, ficou em primeiro da chave e enfrenta quem levar a pior no duelo de amanhã.

Vale lembrar que, mesmo se terminar em segundo, o Volta Redonda terá a chance de decidir a semifinal em casa. A campanha quase que irretocável até aqui – 12 vitórias e uma apenas derrota em 13 jogos – fez com que a equipe alcançasse o melhor índice técnico entre todos os participantes. Isso dá ao Volta Redonda o direito de optar a ordem dos jogos na semifinal e, se for classificado, também na final.

Salomão deve ser titular neste domingo (foto: Felipe Vieira)
Autor do gol da última vitória, contra o Olaria na última quinta, Salomão deve estar em campo novamente amanhã. No jogo anterior, o atleta substituiu o meia João Paulo, poupado, mas contra o Bangu, Salomão deve ser recuado para a lateral esquerda, no lugar do titular Arimax. “Se tiver mais uma chance de jogar, vou aproveitar ao máximo para buscar meu espaço e ajudar o Voltaço a conquistar mais três pontos. A vitória é importante para dar confiança ao grupo e a postura do time não mudará pelo fato de já estar classificado”, garante.


O Volta Redonda deverá jogar com: Mota; Pedro, Baggio, Luan e Salomão; Éder (Almir Júnior), Gabriel Souza, Elvis e Zé Augusto (Thiago Cristian); Guilherme e Leandrão.

De virada, Voltaço reencontra a vitória

- Voltaço do atacante Tiago Amaral está na semifinal da Copa Rio (foto: Felipe Vieira) -
Desde a derrota para o América, a primeira do Volta Redonda na Copa Rio, o discurso no clube era de que o objetivo seria garantir a vaga para as semifinais contra o Olaria nesta quinta (7). Mas antes de entrar em campo, a meta já havia sido atingida. Com o empate sem gols entre Bangu e América, os dois classificados do Grupo F já estavam definidos: o Volta Redonda e o próprio Bangu. A igualdade tirou as chances do América roubar uma das vagas e o Voltaço foi em busca apenas de reabilitação. De virada, o time conseguiu: 2 a 1.

De quebra, o time retomou a liderança do Grupo F e garantiu a vantagem do empate na partida que decide quem passa em primeiro, no domingo em Moça Bonita contra o Bangu.

Além dos desfalques já esperados de Glauber e Sassá, lesionados, o treinador Cairo Lima optou por não escalar o meia João Paulo. Salomão foi o titular na vaga. Mesmo com a vaga assegurada, o restante do time foi o mesmo que vem jogando durante a Copa Rio. Mas isso não impediu o Olaria de sair na frente no Raulino de Oliveira. Logo com oito minutos de jogo, Rafael veio bem pela direita e cruzou para Lincoln abrir o placar. O susto não demorou muito tempo. Quatro minutos mais tarde, o empate veio pelos pés de um jogador que vem passando perto do gol desde o início do torneio. Com a ajuda da falha do goleiro Guilherme, o volante Bruno Barra, após chute de longe, finalmente pôde comemorar.

A virada veio somente no segundo tempo. O artilheiro Tiago Amaral, que desta vez passou em branco, iniciou a jogada com lançamento para Preto. O atacante achou o meia Zé Augusto na área, que ajeitou para Salomão marcar.

Com o fim do jogo, o Volta Redonda alcançou a campanha de 12 vitórias em 13 jogos, e manteve o aproveitamento de 100% dentro de casa. Os outros dois classificados para a semifinal também já foram definidos. Duque de Caxias (que estava no grupo do Voltaço na primeira fase) e Boavista estão garantidos no Grupo E, mas, assim como no Grupo F, ainda falta definir quem será o primeiro colocado.

Volta Redonda – 2 X 1 – Olaria – Raulino de Oliveira – 07/11/2013

Volta Redonda: Gatti; Rodrigo Paulista (Pedro), Marcelo, Arthur e Arimax; Éder, Bruno Barra, Zé Augusto (Thiago Cristian) e Salomão; Preto e Tiago Amaral (Guilherme). Técnico: Cairo Lima.

Olaria: Guilherme; Rafael, Alex, Marlos e Vitor; Kevin, Vandinho, Jackson (Gian) e Lincoln (Renato); Ivan (Bruno) e Leo. Técnico: Luiz Antônio Ferreira.

Cartões amarelos: Marcelo e Buno Barra (Volta Redonda) / Vitor e Rafael (Olaria)


Gols: Lincoln (Olaria) / Bruno Barra e Salomão (Volta Redonda)

Classificado: antes de entrar em campo, Voltaço tem vaga na semifinal garantida

O Voltaço nem precisou entrar em campo para garantir a classificação para a semifinal da Copa Rio. Bangu e América se enfrentaram na tarde de hoje (7) em Moça Bonita e empataram sem gols. O resultado tirou o Mequinha do torneio; com cinco pontos em cinco jogos, a equipe não tem mais chances de alcançar nem Bangu, nem Volta Redonda, que estão nas semifinais. Resta saber quem passa em primeiro.

Neste momento, o Bangu é o líder. Tem dez pontos, contra nove do Voltaço, que entra em campo logo mais, às 20h, no Raulino de Oliveira, para enfrentar o já eliminado Olaria. Se vencer, além de manter 100% de aproveitamento em casa, dependerá somente de um empate contra o Bangu para terminar a segunda fase na liderança. O jogo que está marcado para domingo, às 16h, na casa do Bangu.

Todos os semifinalistas já estão definidos, falta definir quem enfrenta quem. Quem se classificar em primeiro do Grupo F, enfrenta o segundo do Grupo E, que também não está definido. Duque de Caxias e Boavista são os classificados. Os dois jogam fora de casa na última rodada, contra os já eliminados Madureira e Audax, respectivamente. O Duque depende só de si por ter dez pontos, enquanto o Boavista tem nove.

As semifinais estão marcadas para acontecer nos dias 13 e 16 de novembro.

Força (quase) total

Mesmo com a classificação garantida, o Volta Redonda deve contar com os principais jogadores para a partida contra o Olaria. As ausências são Glauber e Sassá, lesionados. O time titular deverá ser: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax; Éder, Bruno Barra, Zé Augusto e João Paulo; Preto e Tiago Amaral.

O treinador Cairo Lima garantiu não acredita em um jogo facilitado por enfrentar uma equipe que já está eliminada: "As pretensões do Olaria na Copa Rio podem ter acabado, mas o atleta tem outros motivos para buscar o resultado, como defender sua permanência no clube ou abrir portas em outro, por exemplo. O importante é que o Volta Redonda esteja bem ligado e preparado para buscar a vitória, independentemente das condições", afirmou.

Volta Redonda do lateral Arimax busca manter 100% de aproveitamento em casa

Fim das marcas: América marca duas vezes e vence o Volta Redonda


Uma falta próxima a área. A bola é cruzada. Bate na canela do defensor. Parece um passe curto para o outro time. Com seis minutos do segundo tempo, o fim da histórica invencibilidade do goleiro Gatti. Coube a um zagueiro, Élton, fazer o que tantos atacantes buscaram em vão. Na conta final, pelo menos 1009 minutos sem sofrer gols*.

A invencibilidade de Gatti foi embora junto com a do Volta Redonda. Irreconhecível em campo, no Giulite Coutinho, a equipe não fez frente para o América que venceu por 2 a 0. Além do gol de Élton, outro zagueiro, Davi, em outra jogada originada de bola parada, também marcou.

Com o resultado, o Volta Redonda adia a classificação para a semifinal da Copa Rio, que pode acontecer na quinta-feira, contra o Olaria, no Raulino de Oliveira. A equipe ainda lidera o Grupo F, mas segue acompanhado do Bangu com nove pontos. O América tem quatro e ainda mantém chances de buscar uma das duas vagas.

Jogo ruim

Cairo Lima optou por poupar os atacantes Preto e Tiago Amaral. Elvis e Leandrão foram os substitutos. Talvez pelo cansaço, o time não conseguiu produzir. Viu o América tomar conta da partida em um fraco primeiro tempo que combinou com o sofrível estado do gramado. As chances de gol foram escassas dos dois lados. Com a posse de bola, o América dependia das subidas de um velho conhecido do torcedor do Voltaço, o lateral China, que atuou improvisado na esquerda.

Mesmo mal, o Volta Redonda ainda assustou mais do que o adversário. Leandrão que fazia boa partida por pouco não marcou aos 16, mas foi foi interceptado pelo algoz de Gatti, o zagueiro Élton. No último lance antes do intervalo, João Paulo deu ótimo chute que passou muito perto do gol do América.

Logo com seis minutos da segunda etapa, a defesa titular do Volta Redonda sofreu o primeiro gol em 11 jogos na Copa Rio. Depois, o time não conseguiu reagir e o América passou a atacar com efetividade, principalmente com Alan. Aos 20, ele cobrou escanteio para a área. A bola sobrou para o zagueiro David, que ampliou.

Cairo tentou mudar o jogo. Ao longo do segundo tempo, entraram Preto, Tiago Amaral e Pedro, nos lugares de Elvis, Bruno Barra e Éder. Não funcionou. Tiago pouco encostou na bola e a defesa continuou sem demonstrar a confiança que estava apresentando até o jogo de hoje.

No fim da partida, o zagueiro Marcelo garantiu que a derrota não vai abater a equipe, que já volta a campo na quinta-feira, em casa, contra o já eliminado Olaria. "Se Deus quiser vamos buscar a classificação contra o Olaria", torce.

Hoje o Volta Redonda do técnico Cairo Lima jogou com: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax; Éder (Pedro), Bruno Barra (Tiago Amaral), Zé Augusto, Elvis (Preto) e João Paulo; Leandrão.

* Os 1009 minutos sem sofrer gols foram obtidos da soma de 13 minutos da partida contra o Fluminense no Campeonato Carioca (última vez em que ele havia sofrido gols), mais os minutos das partidas da Copa Rio e os acréscimos documentados em súmula pelos árbitros de cada jogo.

Nesta conta, ainda faltam os acréscimos do jogo entre Volta Redonda e Duque de Caxias, válida pelo returno da primeira fase da Copa Rio, em que não consta na súmula da partida o tempo acrescido pelo árbitro.

Sequência histórica: as 11 vitórias do Volta Redonda até aqui

11 vitórias em 11 jogos. A impecável campanha do Volta Redonda tem desafiado a criatividade dos jornalistas. Para destacar bem a sequência, o ideal é buscar títulos para as reportagens sobre os jogos que contemplem não só os resultados, mas que contextualizem o que a equipe vem produzindo na Copa Rio. Só que isso é uma tarefa árdua quando é necessário englobar as vitórias, a artilharia do campeonato, a invencibilidade, as constantes lideranças de grupo, uma camisa nova, o recorde de Gatti, e por aí vai.

Nas primeiras rodadas a tarefa foi simples. A sequência já era muito boa, mas nada tão incomum no futebol, mas fazer isso 11 vezes sem mudar o tom é diferente. Relembre a histórica campanha até aqui e o trabalho que deu ao Blog de Esportes para bolar 11 diferentes chamadas:

03/09 - Quissamã - 0 X 2 - Volta Redonda (Tiago Amaral, 2) - "Voltaço estreia com vitória e dois gols de Tiago Amaral"

14/09 - Volta Redonda - 2 X 0 - Bonsucesso (Tiago Amaral e João Paulo) - "Bem de novo: Voltaço bate Bonsucesso diante da torcida"

18/09 - Duque de Caxias - 0 X 2 - Volta Redonda (Sassá e Tiago Amaral) - "Fez a trinca: Voltaço mantém 100% na Copa Rio"

21/09 - Volta Redonda - 1 X 0 - Cabofriense (Sassá) - "Melhor campanha: contra Cabofriense, Voltaço ratifica o bom momento"

25/09 - Volta Redonda -3 X 0 - Quissamã (Tiago Amaral, 2 e Sassá) - "5x Voltaço: 3 a 0 contra o Quissamã decreta quinta vitória"

02/10 - Bonsucesso - 0 X 1 - Volta Redonda (Sassá) - "Sexta vitória seguida garante classificação e recorde para o Voltaço"

17/10 - Volta Redonda - 1 X 0 - Duque de Caxias (Tiago Amaral) - "Mais uma vitória: tudo azul (ou meio verde) no Voltaço"

20/10 - Cabofriense - 3 X 4 - Volta Redonda (Baggio, Gabriel Souza e Preto, 2) - "Com reservas, Volta Redonda tem grande reação e fecha primeira fase com 100%"

26/10 - Olaria - 0 X 2 - Volta Redonda (João Paulo, 2) - "Irresistível: mais uma vez sem sofrer gols, Voltaço vence a nona seguida"

30/10 - Volta Redonda - 2 X 0 - Bangu (Preto e Tiago Amaral) - "Nota dez: Volta Redonda vence Bangu e engata a décima vitória consecutiva"

01/11 - Volta Redonda - 2 X 0 - América (Tiago Amaral e João Paulo) - "Um time de vitórias: Com novo 2 a 0, Voltaço mantém 100% de aproveitamento em 11 jogos"

Pontos altos:

Artilharia

Tiago Amaral estreou com o pé direito na Copa Rio. De cara, marcou duas vezes. Na terceira rodada, já era o artilheiro isolado do torneio. Não largou mais a posição. Hoje soma nove gols, enquanto o segundo colocado tem cinco.

Sequência de vitórias

No ano de 1987, segundo consta no livro "Volta por Cima - a história dos 30 anos do Voltaço", de Marcelo Migueres, o Volta Redonda conseguiu cinco vitórias consecutivas. Até a Copa Rio deste ano, era a maior sequencia de vitórias da história do clube que agora ampliou e bem o número. Foram 11 até agora.

Camisa nova


(Foto: JM Coelho)
Quando a sequência de 87 foi superada, a diretoria de marketing do clube agiu rápido e lançou uma camisa comemorativa, com os dizeres 100% Voltaço. Sem ligar para superstições, a equipe utilizou a camisa em algumas partidas da Copa Rio e manteve o aproveitamento impecável.

Recorde de Gatti

Em alguns momentos ele salva a equipe. Em outros, pouco trabalha. Fato é que a defesa titular do Volta Redonda está tão bem encaixada que Gatti entrou de vez para história do clube. Apesar de não termos encontrado nenhum registro oficial sobre qual o goleiro que teria ficado mais tempo sem sofrer gols pela equipe, é difícil que alguém tenha ficado mais tempo do que o atual camisa 1. Só de tempo regulamentar na Copa Rio, são 900 minutos. O último gol sofrido pelo goleiro em competições oficiais foi no Campeonato Carioca, na semifinal da Taça Rio contra o Fluminense. Naquela partida, o último gol dos quatro que fez o Tricolor aconteceu aos 32 minutos do segundo tempo, marcado por Thiago Neves.

O segundo tempo daquela partida teve um minuto de acréscimo, além dos 13 que faltavam para o fim do tempo regulamentar. Na Copa Rio, foram registrados mais 20 minutos de acréscimo nas partidas até aqui*. Com isso, a marca de Gatti já ultrapassa 933 minutos.

* Os acréscimos da partida contra o Duque de Caxias do dia 17/10 não foram informados, assim como os do último jogo, contra o América, ainda não foram liberados para consulta pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

Bangu vence Olaria e Voltaço garante classificação com um empate na segunda

Logo na primeira rodada do returno da segunda fase da Copa Rio o Voltaço pode garantir a vaga na semifinal. E só depende de um empate para isso acontecer. É que Bangu e Olaria se enfrentaram na tarde de hoje (2) na Rua Bariri e com a vitória por 2 a 1 do alvirrubro, o Olaria não tem mais chances no torneio. Além do Volta Redonda e do próprio Bangu, só o América tem chances matemáticas de buscar uma vaga. Só que a diferença é grande, nove pontos para o líder da chave (o Voltaço) e somente um para o Mequinha.

As duas equipes vão se enfrentar na segunda-feira, no Giulite Coutinho. Em caso de empate, e portanto da manutenção da vantagem de oito pontos, o América também seria eliminado e Bangu e Volta Redonda estariam automaticamente classificados. Restaria apenas definir quem fica com a liderança.

A classificação antecipada pode ser muito importante para o Volta Redonda que poderia poupar os titulares em alguma das últimas duas partidas - preferencialmente contra o Olaria, jogo que está marcado para quinta-feira, no Raulino de Oliveira. A dura maratona de jogos - a equipe jogou duas vezes em menos de 48 horas nas últimas rodadas - vem trazendo prejuízos para equipe que já perdeu Glauber e Sassá por lesões. A expectativa do Departamento Médico é liberar o atacante para o jogo de segunda.

Nas semifinais, os classificados da chave do Volta Redonda enfrentam os dois que passarem pelo Grupo E. O Madureira já está eliminado; Duque de Caxias, Boavista e Audax disputam as outras duas vagas, mas o Audax está em desvantagem. Tem quatro pontos, enquanto Duque e Boavista têm nove e oito, respectivamente.

Confira a classificação dos grupos:

Grupo E:



Jogos
Gols +
Gols -
Saldo
Pontos
1- Duque de Caxias
4
5
3
2
9
2- Boavista
4
6
4
2
8
3- Audax
4
3
4
-1
4
4- Madureira
4
0
3
-3
1

Grupo F:



Jogos
Gols +
Gols -
Saldo
Pontos
1- Volta Redonda
3
6
0
6
9
2- Bangu
4
5
3
2
9
3- América
3
1
4
-3
1
4- Olaria
4
2
7
-5
1

Um time de vitórias: com novo 2 a 0, Voltaço mantém 100% de aproveitamento em onze jogos


Bastou um tempo. Após apatia na primeira etapa, o Volta Redonda cresceu em campo e não decepcionou a torcida que compareceu ao Raulino de Oliveira na noite de desta sexta. Nova vitória por dois gols e mais uma vez a defesa não sofreu gols. Gatti chega a impressionantes 900 minutos sem ser vazado, isso só na Copa Rio. 11 vitórias e o time vê a semifinal cada vez mais perto.

Na segunda fase o Volta Redonda já tem nove pontos. O Bangu tem seis, enquanto América e Olaria têm somente um. Na segunda-feira, a maratona de jogos continua. América e Voltaço se enfrentam mais uma vez. Se vencer fora de casa, o time do Sul do Estado garante a vaga para a fase final do torneio.

Pouca criação

Com três ausências, o ataque do Volta Redonda começou produzindo pouco. Glauber, João Paulo e Sassá fizeram falta. Thiago Cristian, titular no meio campo, até mostrou alguma habilidade, mas foi pouco efetivo. Com poucas bolas chegando na frente, Preto não mostrou o mesmo futebol das outras partidas e bons lances dependeram de lampejos de Tiago Amaral e chutes de longe. Um deles, de Éder, aos 19 minutos, exigiu boa defesa de Bernardo que se esticou para buscar a bola que entraria no canto direito do goleiro.

O volante Éder, aliás, foi um dos melhores em campo no primeiro tempo. Fez desarmes e errou pouco. O lateral Arimax também começou bem, demonstrando raça o jogador interceptou vários lances do América. Mas, após os trinta, assim como o restante do time, Arimax caiu. O cansaço pela série de partidas deve ter aparecido. A defesa, tão segura na Copa Rio, passou a ter erros bobos, como o de Rodrigo Paulista, que resultou em uma falta na intermediária, na direita da defesa do Volta Redonda. A cobrança do lateral Clayton foi o lance de maior perigo da primeira etapa. A bola cruzada passou por toda a defesa e por pouco não tirou o invencibilidade da defesa titular do Volta Redonda na Copa Rio.

Mesmo depois do susto o Volta Redonda não conseguiu acordar. A bola seguiu sem aparecer com qualidade no ataque. Somente aos 43, após cruzamento da esquerda, que Rodrigo Paulista recebeu, cortou o zagueiro com a perna direita e bateu forte de esquerda para mais uma boa intervenção de Bernardo.

Pé do artilheiro

Cairo não mexeu no time no intervalo, mas logo mudou de ideia. Antes dos dez minutos, os dois meias titulares na última partida, contra o Bangu, Zé Augusto e João Paulo - que estavam sendo poupados - já estavam em campo. Mesmo sem a participação direta deles, o gol saiu. E saiu armado por um zagueiro. Marcelo lançou com perfeição para Preto na direita. O atacante dominou e cruzou rasteiro para área. O artilheiro Tiago Amaral estava no lugar certo e marcou pela nona vez na Copa Rio - é o artilheiro do torneio.

Depois do gol o Volta Redonda priorizou não dar espaços para o América, mas aos 26 Alan conseguiu cavar um lugar na defesa após driblar dois defensores. O artilheiro do América chutou forte de fora da área, mas Gatti, sempre atento, fez a defesa.

Depois disso, a defesa se firmou. Não deixou que o América crescesse e o ataque passou a tocar a bola em busca de chances. Ela demorou para vir, só chegou aos 43, quando Bruno Barra achou João Paulo. Mesmo longe do gol, o meia resolveu arriscar. O chute foi bonito, no ângulo, Bernardo chegou a tocar na bola, mas ela acabou na rede. 2 a 0 e festa da torcida, que até gritou "olé" nos acréscimos da partida.

Volta Redonda - 2 X 0 - América - 01/11/2013 - Estádio Raulino de Oliveira

Volta Redonda: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax; Éder, Bruno Barra, Thiago Cristian (Zé Augusto) e Salomão (João Paulo); Preto (Elvis) e Tiago Amaral. Técnico: Cairo Lima.

América: Bernardo; Clayton, Bruno Simões, Elton (Igor) e Vladimir; Betinho, Léo Oliveira, Jefinho e Jougle; Victor Moraes (Daniel) e Alan (João Paulo). Técnico: Marcelo Mariano.

Cartão Amarelo: Jefinho (América).

Gols: Tiago Amaral e João Paulo.

Sem tempo para comemorar, Volta Redonda já espera pelo América na sexta

O feito do Volta Redonda até aqui é irrepreensível. Dez jogos, dez vitórias, cinco dentro de casa e cinco fora, mas a corrida tabela da Copa Rio não deixa espaço para comemorações. Menos de 48 horas após vencer o Bangu por 2 a 0, o time vai enfrentar o América nesta sexta, às 20h, outra vez no Raulino de Oliveira. O cuidado maior agora é com o desgaste, o time titular já perdeu dois titulares por lesão. Sassá sentiu no jogo contra o Olaria e Glauber em um treino. Preto e Zé Augusto substituíram bem os desfalques e devem estar em campo contra o América, mas essas podem não ser as únicas mudanças. Logo após a partida de ontem (30), Cairo explicou que ainda vai precisar esperar.

- Vou pensar. A gente tem pouco tempo e vai depender da recuperação de cada um. Eu vou ter que conversar com os jogadores para ver quem está se sentindo bem. Às vezes no segundo dia vem um cansaço ainda maior do que no dia após jogo, então vai ter que ter muita conversa e percepção nossa para poder definir o time - explicou Cairo.

Contra o Bangu, Thiago Christian, Salomão e Elvis entraram no decorrer da segunda etapa nos lugares de Zé Augusto, João Paulo e Preto. Segundo Cairo, todas as substituições foram pedidos dos jogadores. "Eu preferi esperar ao máximo para fazer as substituições porque sabia que os que vêm jogando poderiam sentir a sequência de partidas e os que não vêm jogando poderiam sentir pela falta de ritmo". Para o goleiro Gatti, um dos destaques do time, o descanso vai ser essencial no curto período para manter a sequência impecável: "o goleiro sente um pouco menos do que o jogador de linha, mas todos temos que descansar bastante".


Marca

Contra o Bangu, o goleiro ampliou mais uma vez o tempo sem sofrer gols. Só na Copa Rio, sem contar os acréscimos, Gatti já soma 810 minutos sem ser vazado. No fim da última partida o goleiro precisou trabalhar muito para manter a invencibilidade. Fez duas grandes defesas e ainda viu a bola riscar a trave em cobrança de falta no último lance de perigo no jogo. Apesar de garantir que o foco no jogo é total, ele admite que a marca conquistada vem à cabeça em alguns momentos da partida.

- Às vezes (esse assunto) bate de relance sim, mas a concentração é tão grande no jogo que independentemente da sequência ou não, a gente não quer tomar gol de qualquer jeito. O que é válido é a intenção de estar sempre bem focado, concentrado. Eu acho que dentro de tudo isso as coisas boas vêm - afirma.

O goleiro também comemorou que a mudança de postura da equipe tenha funcionado na última partida. Gatti explicou que, mesmo jogando em casa, o time preferiu esperar o Bangu para jogar em contra ataques. "A ideia foi um pouco diferente dos outros jogos em casa. O Cairo pensou um pouco com a cabeça do Bangu, que é muito boa tecnicamente. A gente esperou um pouquinho para sair jogando e a vantagem nossa foi que não demos espaço para eles jogarem". O treinador explicou a opção pela mudança no estilo de jogo:

- Nossa proposta foi esperar o Bangu e não marcar pressão até porque é uma equipe de qualidade e, se você parte para uma pressão e eles conseguem sair, a gente perde quatro, cinco jogadores na frente da linha da bola e isso dificulta. A gente conseguiu, mesmo dentro de casa jogar no erro deles. Acredito até poderia ter criado mais chances quando conseguiu roubar a bola, mas o resultado ficou de bom tamanho, claro - relatou.

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Não foi desta vez. De novo, o Volta Redonda venceu. De novo, não sofreu gols. E de novo, o time é líder de sua chave. A campanha do Voltaço está mesmo repetitiva, para a felicidade do trorcedor. Mesmo com um jogo a menos, o time ultrapassou o Bangu - a última vítima - no saldo de gols. 2 a 0, gols de Preto e Tiago Amaral (artilheiro do torneio com oito gols agora) e a campanha segue sem retoques.

Antes do início da partida que aconteceu na noite de hoje (30), no Raulino de Oliveira, os dois times se reuniram no círculo central para homenagear o ex-jogador João Rodrigo, assassinado em Realengo - João foi revelado pelo Bangu e no Volta Redonda foi campeão da segunda divisão do Carioca em 2004. Mas no círculo, duas ausências foram sentidas: Sassá e Glauber. Os dois não estiveram em campo por conta de lesão. Preto e Zé Augusto foram os substitutos. O Volta Redonda jogou com: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax; Éder, Bruno Barra, Zé Augusto (Thiago Christian) e João Paulo (Salomão); Preto (Elvis) e Tiago Amaral.

Esses 11 devem estar em campo na sexta-feira, contra o América no Raulino de Oliveira, às 20h, para fechar o primeiro turno da segunda fase. Uma nova vitória deixaria a classificação para a semifinal muito bem encaminhada, porque Olaria e América, as outras equipes do Grupo F, empataram nesta rodada e agora têm apenas um ponto, enquanto Volta Redonda e Bangu têm seis.

Saída pela esquerda

Sem Glauber, as ações foram concentradas pelo lado esquerdo e João Paulo foi o principal articulador do time. O primeiro lance de perigo veio de lá, após cruzamento a bola encontrou Preto que chutou no alto para boa defesa de Luiz Guilherme. O goleiro, aliás, é um dos destaques do Bangu no campeonato e começa a justificar a expectativa depositada nele no início da carreira pelos lados do Botafogo.

Mas, com 15 minutos, Luiz não conseguiu evitar o primeiro gol do Volta Redonda. O substituto de Glauber, Zé Augusto, aproveitou erro da defesa do Bangu, roubou a bola e arrancou sozinho. Na frente de Luiz Guilherme, Zé Augusto não titubeou, passou para Preto, livre, marcar 1 a 0.

O ritmo continuou  o mesmo. A defesa do Volta Redonda bem postada não deu espaços ao Bangu e seguiu atacando pela esquerda. Em novo cruzamento, aos 23 Preto quase fez o segundo. O Bangu respondeu com cruzamento perigoso de Matheus Pimenta, mas foi só.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Barra chutou de esquerda da entrada da área e por pouco não ampliou.

Na segunda etapa, o Volta Redonda fez o que Cairo Lima vem pedindo ao longo de todo o campeonato - e que vem sendo atendido: manteve o padrão de jogo. A defesa seguiu forte. Não deu espaços e esperou os erros do Bangu. Com 12, Preto quase fez após passe errado da defesa do adversário.

O ataque diminuiu o ímpeto, as jogadas pela esquerda pararam de funcionar, mas antes que o Bangu crescesse no jogo, aos 19 minutos Rodrigo Paulista achou Tiago Amaral na área. O atacante dominou para o alto e o zagueiro Renan Bloise tocou a mão na bola. Pênalti. O próprio Tiago bateu, e bateu bem, Luiz Guilherme foi para o canto direito e a bola forte no meio. 2 a 0.

A emoção voltou somente no fim do jogo. A pressão do Bangu quase fez efeito para tirar a invencibilidade da defesa titular. A defesa que não sofreu nenhum gols em nove jogos (contra o Cabofriense, único jogo em que o time sofreu gols, os reservas estiveram em campo). Três lances assustaram Gatti. Em dois deles foi necessária a intervenção do goleiro. Em um bonito pulo, Gatti defendeu uma cabeçada à queima roupa e garantiu outra vitória do Volta Redonda sem sofrer gols.

Volta Redonda e Bangu terá homenagens para João Rodrigo

O jogo entre Volta Redonda e Bangu, válido pela segunda fase da Copa Rio, terá homenagens para o ex-jogador João Rodrigo. Antes da partida, será respeitado um minuto de silêncio em respeito à morte trágica do atleta que atuou pelas duas equipes (saiba mais sobre o caso na matéria do G1 – clique aqui).

Além disso, o placar do Estádio Raulino de Oliveira exibirá imagens de João Rodrigo de quando o atleta defendeu o Volta Redonda, com destaque para a primeira passagem em que foi titular e artilheiro do time campeão da segunda divisão do Campeonato Carioca em 2004.

Alguns dos jogadores que estarão em campo na partida de logo mais, às 20h, atuaram ao lado de João Rodrigo, como o meia Glauber, que estava na equipe de 2004.

João Rodrigo e Glauber fizeram parte do time campão de 2004
Para o confronto, o Volta Redonda terá o desfalque do atacante Sassá, lesionado. Preto deve ser o substituto. O time do treinador Cairo Lima deverá ser: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax; Éder, Bruno Barra, Glauber e João Paulo; Preto e Tiago Amaral.

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Contra o Bangu, Cairo Lima pede atenção para o Volta Redonda


Contra o Bangu, o Volta Redonda deverá conhecer o adversário mais duro entre os que teve até aqui pela Copa Rio. O time do subúrbio do Rio tem a terceira melhor campanha do torneio, se classificou em primeiro no complicado Grupo D (que teve como adversários Audax, Resende, o atual campeão Nova Iguaçu, além do Sampaio Corrêa) e tem nomes conhecidos em boa fase, como o goleiro Luiz Guilherme e o meia Thiago Galhardo. Mas, com a campanha impecável, o Volta Redonda não adotará uma postura diferente, principalmente por jogar em casa.

- A gente sempre observa os adversários, na medida do possível, para ver a maneira como eles jogam e a provável escalação para passar para os nossos jogadores. Isso é praxe. Eu acredito que a gente se conhecendo e conhecendo os adversários, ficamos mais próximos de obter êxito. Mas especificamente para este jogo, não tem nada de especial, é estar sempre alerta porque teoricamente é uma fase mais difícil do que a anterior. O que eu frisei para eles (jogadores) é que eles tenham atenção porque o Bangu é uma equipe de qualidade e que só perdeu um jogo até aqui. Tem que estar alerta o tempo todo, até porque jogamos em casa – explica Cairo Lima.

A partida acontece no Raulino de Oliveira, amanhã (30), às 20h. Para manter o aproveitamento impecável (nove vitórias em nove jogos), além da atenção, o comportamento dos jogadores vai precisar ser semelhante ao que eles vêm apresentando durante toda a competição. O treinador rechaça qualquer tipo de “salto alto” de seus jogadores.

- Eu sempre relembro para os jogadores, quase que diariamente, que o que nos trouxe até aqui foi o trabalho, o cuidado com o dia a dia, a postura e o cuidado com o comportamento, com o que é falado. Eu não tenho percebido nenhum sinal de soberba.  Se por ventura acontecer uma derrota, eu tenho certeza que não vai ser por relaxamento ou por prepotência do nosso grupo. Eu não vejo esse perfil de maneira nenhuma – enfatiza.

Com cuidado com os jogadores, Cairo vem conseguindo implantar o trabalho proposto no início da preparação para o torneio. Além do padrão de jogo, os resultados vêm conseguindo corroborar uma declaração comum no futebol, mas que dificilmente acontece, de que o time iria jogar para ganhar dentro e fora de casa.


- Ninguém trabalha para perder, o jogador sempre entra em campo para ganhar. Só que não é tão simples assim. Meu discurso com eles é sempre o próximo jogo, sempre o foco é o próximo jogo que eu considero o mais importante. Passo a passo nós estamos conseguindo impor o nosso futebol e nossa maneira de jogar, que é uma só – comemora Cairo. 

Bangu vence América e é líder na chave do Voltaço

O América ressurgiu na Copa Rio na vaga do Ceres, punido pela Justiça pela escalação indevida de um jogador, mas voltou da mesma forma que saiu: com uma derrota. Fora de casa, o Bangu, com Rodrigo Pinho, venceu por 1 a 0 no Giulite Coutinho. É a segunda vitória da equipe que lidera o Grupo F de forma isolada. O Volta Redonda é o segundo colocado, com três pontos e um jogo a menos. Os dois times se enfrentam na quarta-feira, às 20h, no Raulino de Oliveira.

Foi o segundo gol de Rodrigo Pinho na segunda fase. No primeiro jogo ele saiu do banco para fazer o primeiro da vitória por 2 a 0 sobre o Olaria. Contra o mesmo time, João Paulo, do Volta Redonda marcou duas vezes. Ao lado do meia Giovanni do Boavista, os três são os artilheiros da segunda fase do torneio. Tiago Amaral ainda é o artilheiro geral da Copa Rio, com sete gols.

Confira a classificação do Grupo F:


Jogos
Gols +
Gols -
Saldo
Pontos
1- Bangu
2
3
0
3
6
2- Volta Redonda
1
2
0
2
3
3- América
1
0
1
-1
0
4- Olaria
2
0
4
-4
0


João Paulo marcou duas vezes no duelo de sábado e é um dos artilheiros da segunda fase
Do outro lado

Neste fim de semana, dois jogos emocionantes, decididos nos últimos minutos, marcaram o Grupo E. O Boavista conseguiu a vitória sobre o Duque de Caxias, fora da casa por 3 a 2, e garantiu a liderança da chave. O Audax também conseguiu três pontos ao vencer o Madureira por 1 a 0 e agora está empatado em todos os critérios da classificação com o Duque.

Vale lembrar que cada um dos dois grupos dão duas vagas que formarão a semifinal da Copa Rio.

Confira a classificação do Grupo E:



Jogos
Gols +
Gols -
Saldo
Pontos
1- Boavista
2
6
4
2
6
2- Audax
2
3
3
0
3
3- Duque de Caxias
2
3
3
0
3
4- Madureira
2
0
2
-2
0