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Marcel lamenta empate contra o Bangu, mas confia na classificação do Resende

- Marcel: "tivemos um volume de jogo muito maior e poderíamos ter feito três, quatro gols" -
O empate em casa contra o Bangu não foi o resultado que o Resende esperava, mas bastou para colocar a equipe na segunda colocação do Grupo D da Copa Rio. Isso, graças ao tropeço do Audax, que foi derrotado por 1 a 0 pelo lanterna Sampaio Corrêa. No fim, não foi mal resultado para a equipe do treinador Paulo Campos, mas os três pontos teriam colocado o Resende com alguma tranquilidade no grupo. Após a partida, o meia Marcel se mostrou bem insatisfeito com o empate.

- Fiquei chateado. Eu não tinha jogado o primeiro jogo e pelo resultado (3 a 0 para o Bangu) eu imaginava uma equipe muito mais forte. Mas não foi assim, tivemos um volume de jogo muito maior e se não fosse o goleiro deles (Luís Guilherme) poderíamos ter feito três, quatro gols – acredita.

O próximo adversário é o Nova Iguaçu, que costuma dar trabalho para o Resende. Neste ano, os dois times se enfrentaram quatro vezes - uma pelo Carioca, uma pela Copa Rio e duas pela Série D – com três empates e uma vitória da equipe da Baixada Fluminense (1 a 0, na primeira rodada da Série D). Além disso, o último time que venceu o Resende no Estádio do Trabalhador foi o próprio Nova Iguaçu, isso no ano passado, 2 a 0 pela semifinal da Copa Rio. Mesmo assim, passado o momento da chateação, Marcel garante que a equipe está confiante.

- A confiança é boa. Nós alcançamos um patamar que não temos mais esse tipo de preocupação (sobre a possibilidade de vencer). Claro que temos respeito, mas esse grupo que está junto há uns três anos sabe que tem capacidade de vencer. A gente sabe da nossa força – salientou.

Se vencer a partida, fora de casa, o Resende precisará apenas vencer o Sampaio Corrêa na última rodada, no Estádio do Trabalhador, para garantir a vaga para a próxima fase da Copa Rio.

Confira a classificação do Grupo D:
 

Jogos 
Gols + 
Gols - 
Saldo 
Pontos 
Bangu 
6
9 
2 
7 
14
Resende
6
7
7
0
9
Audax
6
8
6
2
Nova Iguaçu 
-4 
Sampaio Corrêa 
5
4
-5
3


Volta Redonda Vôlei anuncia retorno do levantador Maurício

- Maurício posa ao lado do presidente do clube, Rogério Loureiro - 
O levantador Maurício é o novo reforço do Volta Redonda Vôlei. O jogador é velho conhecido da equipe que já defendeu em várias oportunidades nas últimas temporadas. Pelo Voltaço, Maurício já conquistou títulos como o Campeonato Carioca e o troféu dos Jogos Abertos Brasileiros. O levantador também fez parte do elenco que alcançou a vaga para os playoffs da última edição da Superliga.

Maurício é natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, tem 29 anos e mede 1,97 m. O jogador estava atuando fora do Brasil. Na carreira, jogou no voleibol de Israel e França, além de ter defendido clubes como o São Caetano e o Vitória no Brasil. Vale lembrar que para a posição de levantador o Volta Redonda conta com Cristóvão e Fidele, que vem sendo o titular nos últimos jogos.

O clube ainda busca pelo menos mais um ponta para reforçar a equipe na disputa da Superliga. Assim como Maurício, a novidade deverá vir de fora do país.

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Diretoria espera reação do Voltaço Vôlei com título

O Volta Redonda Vôlei - jogadores, direção e até a torcida - está esperando o momento da virada. Apesar do início de temporada conturbado, as dificuldades aos poucos foram sendo superadas e o time começou a se encaixar em quadra. Veio o título da Copa Rio e bons momentos na Superliga, mas a vitória na principal competição do país ainda não veio. A decisão do Campeonato Carioca, que acontece na próxima terça, contra o RJX, no Rio, pode ser uma oportunidade importante para decidir qual será o papel da equipe para o restante da temporada.

- O time vem tendo oportunidades de fechar os jogos e não tem aproveitado. Não adianta jogar bem até 19, 20 pontos - lamentou o gerente da equipe, Luiz Eduardo Fernandes. Para Dudu (como é conhecido o dirigente), os jogadores precisam buscar a responsabilidade.  Ele ressalta que a estrutura do clube está completa, com pagamentos em dia e totais condições de trabalho. Segundo o dirigente, houve uma reunião com os jogadores para que esses assuntos fossem pontuados.

A folga de sábado foi cancelada para que a equipe possa dar total atenção para o momento e para a final de terça. “Espero que o resultado venha já no próximo jogo”, torce Dudu.

- Dudu (de preto) espera que os jogadores chamem a responsabilidade para mudar o momento da equipe -
Reforços

O Volta Redonda ainda busca pelo menos dois atletas para reforçar a equipe. O clube até chegou a acertar com um ponta cubano, mas para concretizar o negócio seria necessário o pagamento de uma alta taxa de transferência de atletas de outra nacionalidade, o que inviabilizou o negócio.

As opções continuam sendo de fora, mas seriam atletas brasileiros, que não tiveram os nomes revelados. Um ponta e um levantador seriam os desejos da diretoria e os atletas podem ser anunciados em breve.

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Sexta vitória seguida garante classificação e recorde para o Voltaço

Início avassalador. Sassá abriu o placar com somente 40 segundos de jogo, após escanteio cobrado por Éder. O gol mais rápido da Copa Rio foi a primeira das marcas importantes do dia. O bom começo não garantiu uma boa partida, mas garantiu o bom resultado contra o Bonsucesso, fora de casa. A vitória foi magra, 1 a 0, sem a exibição de um bom futebol, mas valeu os mesmos três pontos das cinco anteriores e o Volta Redonda já está garantido, com duas rodadas de antecedência, na segunda fase da Copa Rio. “Não foi do jeito que a gente gosta, mas foi bom”, sintetizou o meia João Paulo.

Além da classificação antecipada, o time de Cairo Lima conseguiu outras marcas importantes. A série de seis vitórias consecutivas é a maior da história do clube. Gatti, mais uma vez sem ser vazado, entra para a história como o goleiro com mais tempo sem sofrer gols. Só poderá estender o recorde daqui a duas semanas. Na próxima rodada o Volta Redonda estará de folga, e volta a campo no dia 17, contra o Duque de Caxias, no Raulino de Oliveira.

Contra o Bonsucesso, apesar de um bom início, o Volta Redonda sofreu pressão. Mais uma vez a defesa se mostrou bem postada e Gatti realizou importantes intervenções. O time segurou o resultado no primeiro tempo e sofreu ainda mais no segundo para mantê-lo. Atuando muitas vezes na base do chutão, o fim do jogo demorou a chegar, mas chegou. Mais uma vez, Sassá foi decisivo. O atacante marcou pela quarta vez na Copa Rio e agora começa a fazer sombra para o artilheiro do time, Tiago Amaral, que tem seis gols. Mas Sassá não estará em campo contra o Duque de Caxias, na próxima rodada. O atacante levou o terceiro cartão amarelo e está suspenso da partida.

Contra o Bonsucesso, o Voltaço jogou com: Gatti; Rodrigo Paulista, Marcelo, Arthur e Arimax (Zé Augusto); Éder, Bruno Barra, Glauber e João Paulo; Sassá (Salomão) e Tiago Amaral. 

Luís Guilherme fecha o gol e Resende e Bangu ficam no zero

- Luís Guilherme nos tempos de Botafogo; agora no Bangu, fechou o gol contra o Resende -
Com 15 anos, Luís Guilherme já fazia parte do elenco principal do Botafogo. O talento reconhecido pelo treinador Cuca, também foi elogiado em períodos de treinos no Arsenal, no Lyon e nas seleções de base do Brasil. Os anos passaram e a prometida fama não veio, mas talento não se esquece. Tanto que reapareceu hoje (02) no Estádio do Trabalhador. Como goleiro do Bangu, Luís Guilherme fechou o gol e impediu a vitória do Resende. O zero a zero só não foi de todo ruim porque o principal concorrente a segunda vaga do Grupo D da Copa Rio, o Audax, tropeçou fora de casa, contra o lanterna Sampaio Corrêa.

O empate mantém a invencibilidade do Resende no Estádio do Trabalhador neste ano. O time agora tem nove pontos, enquanto o Audax tem oito. Os dois resultados colocam o Nova Iguaçu na disputa, mesmo que correndo por fora com seus quatro pontos e um jogo a menos. Ele será o complicado próximo adversário do Resende, na próxima quarta, em Nova Iguaçu. Em primeiro, com 14 pontos o Bangu aparece tranquilo como provável dono de uma das vagas.

Dois nomes complicam

Luís Guilherme e Thiago Galhardo eram os nomes mais conhecidos em campo pelo lado do Bangu pelas passagens que tiveram no Botafogo. Mostraram que não foi à toa. O goleiro fechou o gol buscado por Marcelo Régis e Hiroshi em dois bons chutes no início da partida.

A resposta veio com Thiago que por pouco (leia-se milagre de Mauro) não fez um golaço chutando no ângulo. Mauro ainda fez mais algumas boas defesas no ótimo primeiro tempo que ficou devendo apenas um gol. Quase aconteceu duas vezes após os 40 minutos em lances perigosos de Thiago Galhardo.

Na segunda etapa o ritmo diminuiu, mas Luís Guilherme seguiu fazendo excelentes defesas. A melhor delas foi a primeira, quando um chute de Marcel desviou em Marcelo Régis e quase pegou o arqueiro de surpresa.

Quem também tentou surpreender o goleiro foi Hiroshi. Percebendo Luís Guilherme adiantado, ele buscou o gol de craque, por cobertura, mas foi por pouco.

Paulo Campos ainda tentou mudar a equipe na metade do primeiro tempo. Colocou Valdeci e Clebson, mas o grandalhão não conseguiu aproveitar as poucas chances que teve. Paulo também tentou o veloz Pedrinho, mas a defesa do Bangu mostrou força e deixou poucos espaços, apesar do bom volume de jogo do Resende.

No fim, Marcel, que teve bons momentos na partida, lamentou: "Nosso volume de jogo foi bem melhor, mas com zero a zero no placar não adianta nada".

Contra o Bangu, o Resende jogou com: Mauro; Marcelo, Daniel, Thiago Salles e Lucas; Léo Silva, Deoclecio (Valdeci), Hiroshi e Marcel; Geovane Maranhão (Clebson) e Marcelo Régis.

Para a próxima partida, contra o Nova Iguaçu, Paulo Campos deve contar com o retorno do lateral esquerdo Everton, que foi o titular durante toda a disputa da Série D, quando foi um dos destaques do time.

Resende ainda não perdeu no Estádio do Trabalhador em 2013

- Bem em casa: Resende não perde há 14 jogos no Estádio do Trabalhador -
Faz tempo que o Resende não perde no Estádio do Trabalhador. Neste ano, a equipe fez valer o fator casa muito bem, tanto que ainda não perdeu. É verdade, a última derrota aconteceu há mais de 10 meses, na semifinal da Copa Rio de 2012, contra o Nova Iguaçu - 2 a 0, no dia 14 de novembro daquele ano. De lá pra cá, 14 equipes visitaram Resende, seis buscaram o empate e oito foram derrotadas. Contra o invicto Bangu, amanhã (02) às 15h, o desafio é manter a longa série sem derrotas e voltar a vencer.

- É muita vantagem jogar no campo onde treina. A gente acostuma com o clima, o terreno e o tamanho do campo. Jogar em casa dá uma segurança a mais - afirma o meia Denílson, presente em vários jogos da sequência.

Na ordem cronológica, Macaé, Bangu e Audax foram as vítimas no Campeonato Carioca. Os gaúchos do Caxias perderam pela Copa do Brasil, enquanto Tupi (MG), Araxá (MG), Aracruz (ES) e Mixto (MT) estiveram e foram vencidos em Resende pela Série D. As derrotas deste ano como mandante aconteceram todas no Raulino de Oliveira. Em Volta Redonda, o Resende não conseguiu nem empatar com os grandes Vasco, Fluminense e Botafogo. No último, a doída goleada de 5 a 0 pela semifinal da Taça Rio. A outra derrota foi para o Cruzeiro, mas essa nem foi dolorida, porque o 2 a 1 possibilitou que a equipe fosse à Minas fazer o jogo de volta da Copa do Brasil. A única vitória no Raulino foi justamente contra o time da casa, 4 a 2 pelo Campeonato Carioca.

Apesar do retrospecto sem derrotas, faz tempo que a equipe não vence. Há quase dois meses o capixaba Aracruz esteve no Estádio do Trabalhador e perdeu por 4 a 1. Depois disso, Nova Iguaçu, Mixto, Audax e novamente o Nova Iguaçu saíram de campo arrancando empates.

Se conseguir voltar a vencer, o Resende continua bem vivo na Copa Rio. O time do Sul do Estado e o Audax agora travam uma batalha à distância. Os dois têm o mesmo número de pontos, são separados pelo saldo de gols. Três a mais para o Audax. Como as duas equipes já se enfrentaram duas vezes, resta ao Resende fazer sua parte e torcer para tropeços dos adversários. O Bangu é o líder isolado do Grupo D, com 13 pontos.

Para o jogo de amanhã, Paulo Campos deve repetir a equipe que venceu o Audax na última rodada: Mauro; Marcelo, Daniel, Thiago Salles e Lucas; Léo Silva, Deoclecio, Hiroshi e Marcel; Geovane Maranhão e Marcelo Régis. O treinador vem contando com quase todo o plantel. Apenas os laterais Everton e Kim e o volante Capone estão lesionados.

Denilson: "Jogar em casa dá uma segurança a mais"

O 10 e o herdeiro


Papai, eu quero lá”. No lá, papai já foi muitas vezes. Normalmente, costuma deixar os companheiros na cara do lá. Com quatro anos, Enzo já conhece o caminho. “Ah, não vou lá não, se você quiser, vai sozinho”. Enzo foi. 

Times de futebol costumam ser nostálgicos. Jogador que conquista a torcida uma vez, costuma ganhar as chaves do clube. Voltam uma, duas, quantas vezes forem necessárias. Vivem tantos momentos dentro daquele universo que às vezes parece se tornar extensão da própria casa. O Volta Redonda é a casa de Glauber.

Em casa: Enzo já conhece o caminho do campo
Cinco passagens. Diferenças tão grandes quanto os 11 anos que separam o menino franzino que chegou de Barra do Piraí do experiente meia que encaixou o setor ofensivo do treinador Cairo Lima. As mais significativas atendem pelos nomes de Manoela e Enzo. A filha mais velha, de nove anos, mora na terra natal do jogador, a própria Barra do Piraí. O mais novo vive no Voltaço. Claro que a casa do menino não é clube, mas é como se fosse.  

Enzo está em todos os jogos no Raulino de Oliveira. Também nos treinos. Quando o trabalho acaba, começa a diversão do filho de Glauber. Não larga a bola e tem um monte de marmanjos para brincar com ele.O pessoal gosta, é bom quando tem criança, que distrai o ambiente”, ressalta Glauber.

Enzo brinca com o zagueiro Marcelo enquanto Glauber e Rodrigo Paulista se divertem
Para ele, o filhão só traz alegria. Mais do que isso, é combustível: “O mundo do futebol é complicado. É muito trabalho e é boa a presença dele para a gente se lembrar de por quem está correndo”, conta sem se esquecer de Manoela, que também é imprescindível na motivação. 

Numa carreira cheia de idas e vindas, Glauber precisou correr muito. Após o início promissor no Voltaço campeão da Taça Guanabara e vice Carioca, seguiu rumo ao Botafogo. Começou bem, participou de várias partidas no time titular. Fez gol, deu assistência, mas o tempo foi passando e a afirmação não veio. Veio Maceió e o período em que ficou mais longe de casa, quando defendeu o CRB. Na época, levou os pais e a saudade dos amigos. “A gente sente falta das pessoas que torcem por nós. Mas são situações que a gente tem que viver, então acaba aceitando”, lembra.

Glauber teve que aceitar o lado ruim para aproveitar o lado bom do futebol. No retorno ao Rio, foi encostado no Botafogo. Para voltar a jogar, precisou rescindir o contrato e ficar com as mãos abanando. “Não pensei no dinheiro, se tivesse pensado, hoje eu estaria tranquilo, mas pensei em trabalhar. Queria ajudar de alguma maneira”. Ajudou o time que estava acostumado a ajudar. De volta ao clube que o revelou, conquistou a Copa Rio em 2007.

De lá pra cá, virou nômade. Em cinco anos, passou por oito clubes. Futebol mineiro, futebol capixaba, futebol carioca. Glauber rodou pelo Sudeste, mas sempre veio parar onde pretende continuar. O contrato vai até o fim da Copa Rio. Ele sabe que boas atuações – que vem acontecendo – são a chave para uma renovação. “Eu tenho que pensar nesses três meses. Só depende de mim, fazer um bom campeonato e renovar”, confia.

Os motivos para querer ficar são muitos. Hoje Glauber consegue estar no papel invertido do apoio que teve na primeira passagem. À época, Valtinho, Elson e Jonilson foram os conselheiros do meia. Contribuição valiosa que Glauber consegue retribuir, agora para os muitos garotos que fazem parte do elenco do Volta Redonda. “Fico feliz de ajudar a rapaziada e feliz também pelo grande número de jogadores da base no elenco”, afirma sem se esquecer de brincar por conta da diferença na estrutura que o clube tem hoje: “Hoje é mais fácil”.

Além disso, Glauber quer ficar pelo motivo do início da reportagem: está em casa. São quase 200 jogos com a camisa do clube. Camisa que Enzo conhece bem. Como todo pai, o jogador já especulou sobre o futuro do filho. “Já falei para ele: tem que ser diferenciado, na profissão que for. Não adianta querer ser só mais um. A gente sempre tem que somar, independente da carreira que seguir”, afirma. Sem se desgrudar da bola, Enzo faz a alegria do fim de treino do Volta Redonda e, à sua maneira, o menino já começa a somar. “Dá muita força. Família sempre dá. Sempre penso neles para conseguir atingir os objetivos”, garante.