Tecnologia do Blogger.

Inversão no futebol carioca


Vira e mexe, o Flamengo inventa um time nada a ver pra não ganhar. Há um tempo atrás, jogos entre Flamengo e Paraná devem ter derrubado muita gente na loteria esportiva várias vezes. E não importa a fase. Pode até estar muito bem. Parece aquele jogo Combate, em que o Marechal ganha de todo mundo, mas quando enfrenta o pobre coitado do espião, morre. E o espião da vez é a Portuguesa. 

Até aí, mais ou menos tudo bem. O curioso é a forma como isso aconteceu ontem. Gol de goleiro, de cabeça, e do mesmo goleiro de dez anos atrás. Isso não acontece todo dia. Na verdade, isso não acontece. Tem coisas que só acontecem com o Flamengo.

Enquanto o Lauro mudava a máxima de endereço, o Botafogo estava no Horto disposto a não morrer. Mesmo sem Seedorf, colocou um Atlético completo para correr atrás. Tomou pressão, mas por méritos do campeão da América que tinha uma dificuldade enorme pra avançar quando chegava na zona de atuação de um garoto. Dória, 18 anos. Pela postura, parece ele ser o veterano da dupla com o general Bolívar.  

Ontem era o melhor zagueiro em campo. E não teve uma concorrência qualquer. Do outro lado tinha o herói Leonardo Silva e o selecionável Réver. Ainda pode melhorar bastante, claro. Fez aquele pênalti, que para felicidade do meu argumento o juiz ignorou. Mas é fato que é um dos craques do Botafogo. Craque que o Botafogo fez em casa.

Ontem ainda estavam Gabriel, Gilberto e Vitinho. Quatro pratas da casa como titulares, coisa muito rara. Se bobear, na Série A, isso é coisa que só acontece com o Botafogo.

Se o tempo mais abastado de grandes títulos no Flamengo foi quando o "Craque o Flamengo faz em casa" era justificável, a inversão das máximas  é mais uma prova que o Botafogo está no Brasileirão para ser protagonista. Enquanto o Flamengo, longe de produzir craques, não empolga. 

Agora, eu não boto minha mão no fogo pra dizer que o destino dos dois já está selado no Brasileirão. Afinal, tem coisas que só acontecem com o Botafogo. E com o Flamengo também.

Ricardo Vieira

0 comentários:

Postar um comentário