Gol solitário de Hiroshi garante boa 'segunda estreia' do Resende
Resende
Um jogo no dia 8 de junho, o seguinte quase um
mês mais tarde. Após somente uma partida, um intervalo
tão grande deixa a impressão de nem se tratar do mesmo campeonato. Melhor
que seja diferente para o Resende. Após perder na estreia para o Nova
Iguaçu e 29 longos dias
depois, a equipe voltou a
campo no domingo para vencer o Tupi, de Juiz de Fora, por 1 a 0, no Estádio do
Trabalhador. No final da primeira
partida em casa, o treinador Paulo Campos decretou: "Hoje foi realmente o início do
Campeonato Brasileiro pra gente".
A vitória veio mesmo com as sentidas
ausências de pelo menos quatro titulares. O goleiro Mauro, o lateral Kim,
o meia Marcel e o atacante Marcelo Régis, lesionados, não jogaram. Além
deles, Pedrinho, Denilson, Admilton e
Iuri também foram desfalques. O grande número de jogadores
experientes fora de combate abriu espaço para que outras duas caras
conhecidas da torcida ditassem o ritmo do jogo: Léo Silva e Hiroshi. O
segundo, inclusive, marcou o gol que garantiu os primeiros três pontos da equipe
na competição.
No próximo domingo, também no Estádio do
Trabalhador, o Resende encara o Araxá, de Minas, que também venceu no domingo -
3 a 2 sobre o Aracruz, do Espírito Santo. Com os resultados, Araxá e
Resende somam três pontos. Mesmo com a derrota, o Tupi ainda é líder ao
lado do Nova Iguaçu, ambos com seis pontos. O Aracruz é o lanterna do grupo A6, com
duas derrotas em dois jogos.
Início morno
Logo com seis minutos, Clebson pegou
a sobra de um chute de Hiroshi, balançou a rede do Tupi, mas não pôde
comemorar. O auxiliar assinalou impedimento
do atacante. O lance dava a impressão de que os donos da casa iriam
iniciar a partida com pressão pra cima do Tupi. Entretanto, o ritmo foi logo
desacelerado e o Resende só voltou a assustar dez minutos mais tarde, em
falta cobrada por Hiroshi. A bola desviou na defesa do Tupi e passou perto do
canto direito do goleiro Douglas Borges. Douglas, aliás, era um dos nomes
conhecidos do torcedor do sul do estado em campo pelo Tupi. Além dele, Henrique
e Adriano Felício já vestiram a camisa do Volta Redonda.
Mesmo sem sofrer pressão, o Tupi também pouco fez.
Com Adriano Felício, responsável pela criação do time, pouco inspirado, apenas
uma cabeçada do zagueiro Silvio, aos 22 minutos, levou
perigo ao gol de Arthur.
Talvez
a única vantagem de um estádio vazio – público presente de somente 249 pessoas
– seja poder ouvir o que treinadores, jogadores e torcedores dizem. Pouco
depois da metade do primeiro tempo, diante da apatia ofensiva do time da casa, alguém
na arquibancada reclamou: “hoje nem o Hiroshi está salvando”. Parece até que o
meia ouviu. No lance seguinte, Léo Silva partiu pela direita, cruzou para
Clebson que brigou de cabeça e a bola sobrou justamente para Hiroshi. O capitão
do time dominou, entrou na área e bateu de esquerda, no canto do goleiro Douglas.
O
gol animou os donos da casa. O Resende partiu pra cima e desperdiçou três boas
oportunidades, uma com Giovane Maranhão e duas com o sempre voluntarioso
Clebson – pelo porte físico, comparado pela torcida com os grandalhões Hulk e
Adriano Imperador –, a última após linda
deixada de calcanhar de Léo Silva.
Antes
do fim do primeiro tempo o Tupi quase empatou. Após cobrança de falta rasteira,
Arthur se esticou todo e garantiu a vantagem.
Segundo
tempo frio
Logo
após o gol de Hiroshi, Paulo Campos gritou para que equipe não relaxasse: “Zero
a zero sempre!”. O problema foi que as duas equipes levaram muito a sério o
pedido do treinador, principalmente na segunda etapa. Pouquíssimas chances dos
dois lados. Se não fosse por um bom chute do volante Capone, do Resende, e dois
gols perdidos por Giovane Maranhão, a maior parte da segunda etapa teria
passado em branco. A partir dos 40 minutos, o Tupi tomou conta do jogo e
pressionou à base de escanteios. A pressão aumentou após a expulsão de
Marcelinho, aos 44 minutos, mas Arthur apareceu bem e não deixou o resultado escapar.
Antes do fim, Muriel lançou Hiroshi que partiu livre para coroar a boa atuação.
Mas, dessa vez, Douglas levou a melhor e a vitória veio mesmo com o placar
mínimo.
Destaques
Resende
Apesar
da expulsão de Marcelinho, a dupla de zaga formada por ele e Thiago Salles se
mostrou muito segura. No meio, Léo Silva e Hiroshi foram os responsáveis pelas
principais chances. O ataque pecou nas finalizações, mas apresentou um Clebson
bem útil, que brigou em todos os lances e participou da maioria das chances do
time.
Tupi
O
time mineiro não esteve bem. A defesa perdeu muitos lances e o meio foi pouco
criativo. Os lances de perigo aconteceram pelas pontas, com Nubio na esquerda e
Maguinho na direita.
Ficha
Técnica
Resende 1 x 0 Tupi (MG) – Campeonato Brasileiro Série D
Estádio do Trabalhador (Resende – RJ) – 7/7/2013 às 15h
Árbitro: Vinicius Furlan (SP)
Assistentes: Daniel Luis Marques (SP) e Ricardo Pavanelli Lanutto (SP)
Assistentes: Daniel Luis Marques (SP) e Ricardo Pavanelli Lanutto (SP)
Resende: Arthur; Muriel, Marcelo, Thiago Sales e Everton; Capone (Valdecir
22′/2T), Deoclécio, Léo Silva (Lucas 43′/2T) e Hiroshi; Geovane Maranhão
(Linhares 23′/2T) e Clebson.
Técnico: Paulo Campos.
Tupi (MG): Douglas Borges; Henrique, Silvio, Rafael Estevam e Fabricio;
Felipe Lima, Maicon Douglas (Cassiano) e Adriano Felício; Maguinho, Núbio e Ademílson.
Técnico: Felipe Surian.
Cartões amarelos: Capone, Thiago Sales, Marcelinho (Resende).
Cartão vermelho: Marcelinho (Resende).
Gol: Hiroshi (Resende).
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Paulo Campos: “Hoje foi realmente o início do Campeonato Brasileiro pra gente”
-
Hiroshi: “Tem que chamar a responsabilidade mesmo”
Classificação - Grupo A6 - Brasileirão série D
Jogos
|
Gols +
|
Gols -
|
Saldo
|
Pontos
|
|
Tupi-MG
|
3
|
8
|
4
|
+4
|
6
|
Nova Iguaçu
|
2
|
2
|
0
|
+2
|
6
|
Resende
|
2
|
1
|
1
|
0
|
3
|
Araxá-MG
|
3
|
3
|
6
|
-1
|
3
|
Aracruz-ES
|
2
|
5
|
8
|
-3
|
0
|
Os
dois primeiros colocados do grupo classificam-se para a próxima fase.
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